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Novos recursos

Obras da Prefeitura podem gerar 85 mil empregos

Obras da Prefeitura podem gerar 85 mil empregos. Foto: Ricardo Marajó/FAS

 

Os investimentos contratados e em contratação pela Prefeitura de Curitiba deverão movimentar a economia local e promover a geração de até 85 mil empregos ao longo dos próximos cinco anos. 

A estimativa é feita com base em nota técnica da Assessoria Especial do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) que tem por referência empregos gerados a cada R$ 1 milhão investidos em ações relacionadas empreendimentos que envolvem a construção civil. De acordo com o estudo, para cada milhão de reais investidos em obras são gerados 48 empregos, sendo 15 diretos, 8 empregos indiretos e 25 empregos induzidos. 

“É tarefa do prefeito deixar um bom legado para a cidade e gerar oportunidades aos habitantes. Neste cenário adverso forçado pela pandemia, nosso planejamento e nossos projetos garantem recursos e fortalecem Curitiba para seguir adiante”, afirma o prefeito Rafael Greca.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), até o mês de maio de 2020 Curitiba acumulou um saldo negativo de 22 mil empregos neste ano. Foram 157 mil demissões e 135 mil contratações no período.

Em 2019, sem a pandemia, Curitiba havia fechado os cinco primeiros meses do ano com saldo positivo de 11.038 vagas de emprego com carteira assinada criadas. O número do ano passado foi 26% maior do que o registrado no mesmo período de 2018 (8.726).

Operações de crédito

Curitiba tem R$ 1,7 bilhão (R$ 1.777.216.238,96)? em operações de crédito, somando empréstimos e contrapartidas municipais, em curso nesta gestão. Deste montante, já foram contratados R$ 250 milhões, formalizados no último dia 8/6, junto à Caixa Econômica Federal. 

Os recursos fazem parte do Programa de Financiamento para Infraestrutura e Saneamento (Finisa) para investimentos em novas estações de transporte, na ampliação da estrutura cicloviária e de pavimentação urbana, na estruturação do Centro de Inovação no Moinho Rebouças, na Rua da Cidadania da CIC, em nova escola e creches, entre outras intervenções de melhoria urbana e de equipamentos municipais. Esses empreendimentos deverão gerar na cidade 12 mil empregos nas mais diversas modalidades.

Nesta terça-feira (30/6), o Presidente da República encaminhou ao Senado Federal a mensagem para a contratação, por Curitiba, de R$ 1,017 bilhão para investimentos em projetos e obras estruturantes nas áreas de mobilidade e gestão de risco climático, em  negociação junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Agência Francesa de 
Desenvolvimento (AFD). 

O total representa a soma dos valores dos empréstimos e das contrapartidas municipais. Esse montante transformado em obras deve gerar cerca de 49 mil (48.864) empregos, entre diretos, indiretos e induzidos.

Também está em análise pelo governo federal, já com sinal verde da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério da Economia, a contratação de R$ 510 milhões entre empréstimo e contrapartidas para as obras de infraestrutura à operação do Ligeirão no Corredor Metropolitano Leste-Oeste (Pinhais-Campo Comprido) e Eixo Sul. Deste total, R$ 408 milhões serão financiados pelo New Development Bank (NDB), o banco dos BRICS, e  R$ 102 milhões em recursos do município. Os investimentos do NDB e contrapartidas municipais deverão responder pela geração de 24.480 empregos.

Tipos de emprego

O levantamento sobre os investimentos em infraestrutura e geração de empregos, feito pelo  Ministério do Desenvolvimento Regional, tem por base estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Conforme detalhado na nota técnica é considerado emprego direto neste contexto aquele que corresponde à mão-de-obra adicional requerida pelo setor no qual se observa o aumento de produção. Por exemplo, um aumento de demanda por vestuário impulsionará as empresas do setor a aumentarem sua produção, de forma a atender esse aumento de procura, contratando novos trabalhadores. 

Emprego indireto corresponde aos postos de trabalho que surgem nos setores que compõem a cadeia produtiva, já que a produção de um bem final estimula a produção de todos os insumos necessários à sua produção. No exemplo anterior, para que sejam fabricadas roupas adicionais, é necessária a produção de fios e algodão, entre outros produtos, estimulando a indústria têxtil e a agricultura e gerando novos postos de trabalho nesses setores. Desse modo, um aumento de demanda em um setor específico (no caso vestuário) provoca um aumento de produção não apenas do setor, mas ao longo de toda a cadeia produtiva.

Já emprego efeito-renda, ou emprego induzido, é obtido a partir da transformação da renda dos trabalhadores e empresários em consumo. Parte da receita das empresas auferida em decorrência da venda de seus produtos se transforma, através do pagamento de salários ou do recebimento de dividendos, em renda dos trabalhadores e dos empresários. Ambos gastam parcela de sua renda adquirindo bens e serviços diversos, segundo seu perfil de consumo, estimulando a produção de um conjunto de setores e realimentando o processo de geração de emprego. No exemplo anterior, um aumento da demanda de vestuário gera empregos diretos no próprio setor e indiretos na indústria têxtil e na agropecuária, por exemplo, que fornecem parte dos insumos necessários para a produção das novas roupas. Esses trabalhadores adicionais, ao receberem seus salários, gastam uma parte de sua renda em consumo, comprando alimentos, consumindo serviços diversos, como restaurantes ou cinemas, e inclusive comprando roupas, o que aumenta ainda mais a demanda e os empregos no setor.