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Bairro Novo da Caximba

Missão Francesa valida andamento de projeto socioambiental

Missão Francesa valida andamento de projeto socioambiental. A avaliação positiva do andamento do projeto curitibano foi feita nesta sexta-feira (30/8), no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba. Foto: Divulgação/IPPUC

 

Os encaminhamentos feitos por Curitiba para a transformação socioambiental em área de risco do Caximba foram validados pelo gerente de projetos da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Rogério Barbosa, e Jeanne Souvent e Quentin Guégand, consultores em meio ambiente da empresa Base. A empresa foi contratada pela AFD para atuar no diagnóstico do Projeto Gestão de Risco Climático Bairro Novo da Caximba.

“O projeto é importante e emblemático para Agência. Todos estão escrevendo uma história bonita que poderá ser mostrada ao mundo”, disse Barbosa.

Segundo ele, a estimativa é a de aprovar o financiamento do projeto até o fim deste ano.

Os investimentos no projeto somam mais de R$ 200 milhões. A Prefeitura já tem a aprovação, pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do governo federal, para a contratação de € 38,1 milhões (US$ 41 milhões ou R$ 164 milhões) junto à AFD com contrapartida do município de € 9,5 milhões (US$ 10,2 milhões ou R$ 41 milhões).

Resiliente

A avaliação positiva do andamento do projeto curitibano foi feita nesta sexta-feira (30/8), no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), no encerramento do workshop Caximba Resiliente e a cidade sustentável. O evento foi realizado ao longo da semana com técnicos da Prefeitura e a participação de Rosenil dos Santos Fragoso, presidente da Associação de Moradores da Vila 29 de Outubro, e a vice-presidente Fabíola Rebouças. Elas representaram a comunidade.

Na opinião do gerente de projetos da AFD, é importante o olhar que vem de fora para oferecer contribuições. Para ele, o workshop representou um processo de aprendizado no encaminhamento do financiamento ao projeto. 

A arquiteta Jeanne Souvent destacou as temáticas do projeto e o porte dele.

“Neste projeto, conseguiram fazer um cruzamento de tudo o que dá equilíbrio a um bairro. As questões social, ambiental, de espaços públicos e dos equipamentos”, disse Jeanne.

Para a presidente da Associação de Moradores da Vila 29 de Outubro, Rosenil do Rocio dos Santos Fragoso, a dona Ni, o que mais chamou a atenção foi a preocupação com a comunidade. “Foi a ideia de produzir alguma coisa para o ganho das pessoas com alimentação e a sustentabilidade”, observou. Segundo ela, a comunidade quer trabalhar com reciclagem, cozinhas comunitárias para ter autonomia.

Legado

Para o presidente do Ippuc, Luiz Fernando Jamur, o avanço no Projeto Gestão de Risco Climático Bairro Novo da Caximba representa um círculo virtuoso de desenvolvimento da nossa cidade.

“O investimento do município em parceria com a Agência Francesa representa um legado para Curitiba”, destacou Jamur.

Segundo o coordenador do projeto no Ippuc, arquiteto Mauro Magnabosco, o workshop confirmou que os objetivos da AFD para as questões envolvendo mudanças climáticas e inclusão social são convergentes às linhas do projeto em curso pelo município.

“As ideias são coincidentes e definitivas para conseguirmos o que o projeto propõe a fazer nos campos ambiental e social”, frisou Magnabosco.

Participações

O workshop foi realizado do dia 26 (segunda) até esta sexta (30/8), com reuniões técnicas, oficinas e visitas a campo. Também participaram do encerramento do evento, o presidente da Cohab, José Lupion Neto, acompanhado da equipe técnica, além de integrantes do Ippuc, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e de Segurança Alimentar e Nutricional, da Fundação de Ação Social, da administração regional do Tatuquara e de outros setores do município.