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Regional Cajuru

Meninas dão show de bola nos equipamentos esportivos da Prefeitura

Futsal no Parque dos Peladeiros. - Na imagem, Kauany Rosa da Silva. Curitiba, 11/06/2019. Foto: Lucilia Guimarães/SMCS

Marta. A camisa 10 da seleção brasileira feminina de futebol é a escolha unânime entre as meninas que jogam bola nas aulas ofertadas nos equipamentos esportivos da Prefeitura na Regional Cajuru.

Durante a disputa da Copa do Mundo de Futebol Feminino, em andamento na França, elas levam um assunto a mais para as aulas: o desempenho seleção brasileira, que acompanham com afinco.

As meninas ainda são minoria entre os boleirinhos e jogam nas mesmas equipes dos meninos. Com eles, além do time, dividem o sonho de um dia fazer parte da seleção nacional e jogar uma Copa do Mundo.

Aos 12 anos, Vitória Machado faz aulas de futsal no Centro de Iniciação do Esporte – Praça Olímpica do Cajuru, no Parque dos Peladeiros. Ela jogava sozinha em casa, aos 8 anos. Foi parar na escolinha depois de um teste e o professor viu que ela poderia jogar com a gurizada.

“No começo, os meninos estranharam um pouco. Mas aí eles viram que eu só queria jogar e agora é bem legal”, conta Vitória, que joga na ala direita. 

Jogue como uma garota

Depois que mudou para a turma da manhã, Vitória passou a ter a companhia da Kauany Rosa da Silva, 11 anos, na quadra. A colega mais nova deu os primeiros chutes na escola, na aula de Educação Física e  hoje vê no esporte a carreira de atleta.

“Quero ser jogadora profissional. Pode ser no futsal, pode ser no campo. Mas quero ser jogadora, como a Marta, a Cristiane”, fala Kauany, que é pivô.

O profissional de Educação Física Luiz Fernando de Alcântara Araújo dá aulas de futsal para as crianças de 11 e 12 anos no Parque dos Peladeiros. Ele explica que hoje pais e alunos encaram com naturalidade a inserção das meninas nos times.

“Há dez anos, não era assim. A aceitação da mulher no futebol hoje é natural. Essa geração de meninas já tem mulheres que jogam bola para se espelhar”, avalia. “E os meninos as aceitam muito bem no time”, conta.

Aos 11 anos, Pablo Henrique concorda. “É a mesma coisa. A gente não dá moleza para elas. E elas não dão moleza para a gente”, diz o menino.

No gramado e na areia

No Centro de Esporte e Lazer Caio Junior, no Jardim das Américas, também tem menina dando show de bola.

Na turma para crianças de 6 a 11 anos do projeto Maestro da Bola (parceria da Prefeitura com a Associação Maestro Esporte Clube, do ex-jogador Ricardinho) Ana Alice Aparecida Pereira, 6 anos, e Julia Krüger Larsen, 9 anos, trocam passes com os piás no gramado e na quadra de areia.

“Eu gosto de chutar”, resume Ana, que pediu à mãe para frequentar o projeto de tanto assistir o irmão mais velho, Maurício, 12 anos.

Julia acompanha o irmão gêmeo, Victor. Enquanto o que o fascina no esporte é a emoção de tomar a bola do adversário, driblar e partir para o ataque, ela é enfática: “Gosto de fazer amigos aqui”. Golaço de meninos e meninas.