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Iniciativa de sucesso

Macaé se inspira em modelo curitibano de Escola Pública de Trânsito

Macaé se inspira em modelo curitibano de Escola Pública de Trânsito. Foto: Divulgação

 

A estrutura, organização e execução de atividades da Escola Pública de Trânsito (EPTran) de Curitiba podem servir de modelo para a implantação de um órgão similar na cidade de Macaé (RJ). Para conhecer de perto os trabalhos da EPTran, uma comitiva da Coordenação da  Educação para o Trânsito da Secretaria de Mobilidade Urbana da cidade fluminense está sendo recebida nesta semana.

De acordo com o coordenador de Educação no Trânsito de Macaé, Leandro dos Santos Aracati Lima, um dos projetos que a Secretaria de Mobilidade Urbana está empenhada em pôr em prática é o da "Cidade do Trânsito".

“Neste primeiro momento, o secretário de Mobilidade Urbana, Jayme Muniz, enviou sua equipe de Coordenação de Educação para conhecer o modelo aplicado por Curitiba, a fim de absorver o conhecimento necessário sobre as leis que a regem e o lado humano que move toda essa estrutura da Escola de Trânsito e que gera a empatia necessária para criar novos hábitos e costumes no cidadão, tornando-a uma referência no País”, conta.

Aracati acrescenta que os esforços da secretaria agora estão voltados para a busca por recursos em Brasília para a implantação do projeto. “O secretário manifestou sua vontade de, na próxima vez, fazer uma visita pessoal a Curitiba, juntamente com o prefeito de Macaé Welberth Rezende, para juntos avaliarem e viabilizarem um dos projetos que pode ser considerado de maior prospecção para o município”, diz ele. Com outros servidores do órgão, Aracati foi recepcionado nesta segunda-feira (8/2) pela superintendente de Trânsito da capital, Rosangela Battistella, e pela equipe da EPTran.

“Estamos muito orgulhosos com essa procura dos técnicos de Macaé para se espelhar em Curitiba, que continua sendo exemplo, agora na área de educação. Desenvolvemos vários programas para tentar educar e criar civilidade nos usuários da mobilidade de Curitiba”, afirma Rosangela.

Instalações, programas e projetos

O funcionamento da EPTran foi apresentado à comitiva pelo diretor do órgão, Claudionor Agibert. O grupo também visitou as instalações da EPTran e o circuito intermodal utilizado para a educação de trânsito voltada ao público infantil. 

Nesta terça-feira (9/2) será feita uma apresentação detalhada dos projetos e programas da EPTran, assim como informações relativas às capacitações para monitores das operações Escola, Igreja e Eventos. De 2017 a 2020, foram 1.369 pessoas qualificadas para esses serviços na capital.

O diretor da EPTran acredita que a troca de informações se apresenta como um catalisador para projetos e ações futuras locais.

“Projetos e ações que devem ser inspirados pela inovação e pela preocupação com o cidadão, para a melhora da segurança viária de nossa cidade”, completa.

Integraram a equipe de Macaé recebida em Curitiba, além do coordenador de Educação, os servidores Josiana Marques Wilme e Helaine Souza Goudard (ambos guardas municipais) e Cleber Nunes Ribeiro Filho (operador de Monitoramento).

Ações chegam a mais de 227 mil pessoas

Aliada às ações de engenharia para ampliar a segurança viária, a educação para o trânsito atingiu um público de 227.982 pessoas, nos últimos quatro anos. Coordenadas pela EPTran, as ações educativas para reforçar bons comportamentos no trânsito também foram desenvolvidas com focos específicos: voltadas a crianças, adolescentes, ciclistas, idosos, motofretistas e motociclistas, além de problemáticas responsáveis por acidentes graves, como alta velocidade e álcool ao volante.

Esse trabalho teve dois destaques principais: o primeiro deles voltado à segurança de pedestres, enfatizando aos motoristas a prioridade do cidadão ao atravessar a rua, em cruzamentos não semaforizados. Para reforçar essa atitude, mais de 6,2 mil faixas de pedestres foram pintadas.

O segundo destaque foi o lançamento do programa “Trânsito para todos”. Focado na empatia e na inclusão, as atividades integrantes da iniciativa são divididas em cinco frentes: para pessoas com deficiência física, pessoas com deficiência intelectual, cegos, surdos e pessoas sem deficiência. O “Trânsito para todos” tem parceria com instituições como Apae, Instituto Paranaense de Cegos e Associação dos Deficientes Físicos do Paraná.