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Segurança alimentar

Instituições filantrópicas têm papel fundamental no Mesa Solidária

Rogério Gomes de Lima, tesoureiro da Igreja Presbiteriana do Brasil no Capão da Imbuia. Foto: Divulgação

 

Garantir refeições a quem mais precisa em espaços com boas condições de higiene, limpos e confortáveis. Com essa missão, instituições religiosas, organizações não-governamentais (ONGs) e movimentos sociais rapidamente se engajaram ao Mesa Solidária, programa lançado pela Prefeitura em 2019 e que hoje reúne 40 entidades que preparam e servem refeições gratuitas em espaços do munícipio para pessoas em situação de risco social.  

Em pouco mais de um ano de atuação, o programa de Curitiba já distribuiu 285 mil refeições de graça. O atendimento a moradores de rua e desempregados ocorre todos os dias da semana.

“Participo de projetos sociais há mais de dez anos e já ouvi de tudo e posso afirmar que nunca havíamos recebido tanto apoio do governo municipal. Somos muito gratos por fazermos parte do Mesa Solidária”, garante a dirigente geral do Terreiro de Umbanda Vovó Benta, Lilian Maria Dallastra.

A entidade distribui, três vezes por semana, lanches gratuitos à noite no Restaurante Popular do Capanema. O local é um dos três pontos do Mesa Solidária, que também oferece refeições no Restaurante Popular da Matriz e no Centro POP Plínio Tourinho, no Rebouças.

De acordo com Roberto Watanabe, cofundador da Ação Entre Amigos Japão-Brasil (Jabra), o melhor caminho para ajudar os mais necessitados em tempos de pandemia é a união.

“A Ação Jabra, em parceria com o Mesa Solidária, acredita que cabe ao órgão público cuidar, acolher e fiscalizar pessoas em estado de vulnerabilidade, seguindo as normas e regras sanitárias. As melhores parcerias são aquelas que constroem pontes, e não muros”, frisa ele.

A entidade distribui refeições aos domingos no Restaurante Popular do Capanema e no Centro POP do Rebouças.

Bem maior

Fundador e moderador geral da fraternidade Missão Koinonia em Curitiba, Rithele Alexandre Lima também pede união de todos para um bem maior: garantir alimento as pessoas que estão em risco social.

“É hora de pensar nas vidas das pessoas necessitadas”, pondera. Lima agradeceu o apoio da Prefeitura, através do Mesa Solidária, ao trabalho realizado pela entidade religiosa.

“Sarjeta não é mesa de refeição. Por isso, ingressamos no programa”, acrescenta. A missão entrega uma vez por mês lanches no Restaurante Popular do Capanema.

Rogério Gomes de Lima, tesoureiro da Igreja Presbiteriana do Brasil no Capão da Imbuia, conta que distribuir refeições em um espaço com boas condições de higiene é direito de todo cidadão. Por isso, no ano passado, a instituição religiosa ingressou no Mesa Solidária e, uma vez por semana, distribui refeições à noite no Restaurante do Capanema.

“Quando iniciamos esse trabalho fazíamos a distribuição na rua, enfrentando chuva, dificuldade com logística. Aqui temos um local estruturado, com segurança e em tempos de pandemia tem a importância de lavar as mãos e passar álcool gel. Eu falo que não é só questão da doação de alimento, mas estar junto aqui com eles”, afirma ele.

Programa

O Mesa Solidária foi criado pelo prefeito Rafael Greca, em 2019, para atender a população em situação de vulnerabilidade social e econômica e em situação de rua. Devido à pandemia, ações e mobilizações foram ampliadas.

O Mesa Solidária é uma ação conjunta de vários órgãos do município, como Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN), Fundação de Ação Social (FAS) e Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito, que cedem espaços públicos e apoio logístico, com entidades parceiras, que adquirem, preparam e servem os alimentos. Feirantes de Curitiba também são parceiros do programa, doando alimentos.