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Humor gráfico

Gibiteca de Curitiba é um dos maiores centros de formação de quadrinistas do Brasil, diz pesquisa

Com mais de 600 alunos anualmente, o local contribui para a profissionalização e publicação de obras através de editais

Gibiteca de Curitiba é um dos maiores centros de formação de quadrinistas do Brasil. Curitiba, 16/05/2026. Foto: Alice dos Passos Lima/SECOM

Texto: Alice dos Passos Lima
Prefeitura de Curitiba

Com um acervo de mais de 45 mil gibis, 24 turmas ativas e cerca de 600 alunos, a Gibiteca de Curitiba consolida-se como um dos maiores centros de formação de quadrinistas do País, segundo levantamento inédito do Censo Nacional dos Profissionais de Quadrinhos e Humor Gráfico, realizado em 2025. De acordo com a pesquisa, a Gibiteca da capital está entre os centros de aprendizagem mais citados nacionalmente e é considerada um dos principais “celeiros” de quadrinhos na região sul, ao lado de Porto Alegre. 

Para o artista e atual coordenador da Gibiteca, Fulvio Pacheco, esse marco é o resultado de um trabalho contínuo, nutrido pela efervescente cena independente e pelas políticas de incentivo cultural do município. Ele ressalta que a vocação da cidade para as artes gráficas tem raízes históricas profundas. 

“A produção de quadrinhos em Curitiba tem aproximadamente 210 anos. O primeiro quadrinho de que se tem registro se chamava Gaveta do Diabo e foi publicado em 1888”, conta Fulvio.

Um lugar de encontro 

A vocação da Gibiteca para formar profissionais começou a ser desenhada nos anos 1970, antes mesmo de sua inauguração oficial em 1982. Nessa época, a editora Grafipar instalou-se na capital paranaense com a audaciosa missão de publicar histórias em quadrinhos nacionais. O sucesso editorial atraiu desenhistas e roteiristas de todo o Brasil para a cidade. Essa efervescência revelou uma urgência: era preciso um espaço para reunir esses desenhistas e inseri-los no mercado. 

O arquiteto, artista e idealizador da Gibiteca, Key Imaguire Jr., recorda a energia daquele período: “Existia um movimento forte dos artistas gráficos brasileiros que queriam participar do mercado de histórias em quadrinhos. Era evidente que os nossos talentos tinham o direito de ocupar esse espaço”

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