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Regional Matriz

Gestantes têm dia de atendimento por grupo de especialistas

Oficina de Gestante na Unidade de Saúde Mãe Curitibana. Curitiba, 09/10/2019. Foto: Valdecir Galor/SMCS.

 

Grávida de cinco meses, Bruna Eduarda Bileski da Cruz pretende ter o primeiro filho pelo parto natural, mas a possibilidade de dores ou complicações gerou na jovem um quadro de ansiedade. Somado a isso, leituras nas redes sociais desenvolveram incertezas quanto à alimentação na gestação.

As dúvidas e apreensões de Bruna e de outras gestantes foram respondidas por um grupo de profissionais de diferentes áreas, nesta quarta-feira (9/10), na Unidade de Saúde Mãe Curitibana.

“Ela leu na internet que grávidas não podem comer abacaxi e maçã, o que está errado, pois a alimentação natural é a mais recomendada”, disse a nutricionista Gisele Raymundo.

A Oficina da Gestante, parceria da Secretaria Municipal de Saúde com a Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR), acontece todos os meses para colocar as gestantes em contato direto com os profissionais das áreas como farmácia, enfermagem, nutrição, psicologia. A próxima oficina será em 13 de novembro, às 14h.

Dois mil dias de acompanhamento

O trabalho faz parte do projeto Coosmic, que desde o início deste ano vem acompanhando mães curitibanas do início da gestação até os 2 anos da criança.

O projeto Coosmic avalia várias condições das gestantes, da saúde física a emocional, econômica e outros e o impacto na vida da criança.

“Estudos demonstram que os primeiros mil dias definem o perfil emocional e de saúde de uma pessoa para o resto da vida. A pesquisa quer entender essa relação desde o período gestacional”, explica a especialista em Saúde Pública Simone Moysés, coordenadora da pesquisa.

O Coosmic, como é chamada a pesquisa, tem hoje a participação de mais de 200 gestantes. Que quiser participar, basta procurar a Unidade Mãe Curitibana e se inscrever.

O grupo recebe atendimento multidisciplinar pessoalmente e pelo whatsapp. Os profissionais são professores e alunos de pós-graduação que acompanham as gestantes, respondem dúvidas quanto a remédios, dores, alimentação, exercícios físicos e outras perguntas tanto para a fase gestacional quanto as fases do bebê.

No projeto-piloto, feito no ano passado, o que chamou a atenção dos pesquisadores foi a grande quantidade de gestantes com quadro de ansiedade e depressão. “Quando identificamos casos com necessidade de atendimento encaminhamos para o tratamento”, explica Simone.