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Não, ao isolamento

Evento orienta para a inclusão de pessoas com sofrimento mental

Em comemoração à luta antimanicomial, celebrada no dia 18 de maio, 13 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) realizaram na tarde desta sexta-feira (17) um encontro na Rua da Cidadania do Fazendinha. Foto: Anya Colmam

Como parte da luta antimanicomial, celebrada neste sábado (18/5), 13 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) realizaram na tarde desta sexta-feira (17) um encontro na Rua da Cidadania da Fazendinha para conscientizar a população contra a ideia de que a pessoa com sofrimento mental deve ser isolada da comunidade.

"Queremos combater o estigma de que a pessoa em sofrimento mental não pode andar sozinha ou frequentar espaços públicos", conta a coordenadora do Caps AD Bairro Novo, Karin Gabardo. Ela explica que o modelo “portas-abertas” de atendimento do serviço, em que o usuário adere e permanece voluntariamente, é um avanço ao modelo manicomial.

Foi o que contou A., 50 anos, paciente do Caps TM Portão, que passou por oito internamentos em hospitais psiquiátricos. "Lá você não tem autonomia nenhuma, diferentemente do Caps, que tem uma programação diária e você pode participar de oficinas e grupos", relata.

Para P., 53 anos, que ficou 29 dias internado em um hospital psiquiátrico, o Caps oferece um tratamento mais "respeitoso". "Quando saí do surto, não sabia onde estava, não podia sair dali", descreve.

O evento reuniu cerca de 300 participantes, entre pacientes e funcionários. Na programação foi realizado um momento de resgate sobre a história da luta antimanicomial no Brasil, apresentações musicais e gincanas.