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Regional Boa Vista

Estudantes criam e se divertem com brinquedos feitos à mão

Estudantes criam e se divertem com brinquedos feitos à mão, na Escola Municipal Tanira Regina Schmidt, no Abranches. Foto: Divulgação

Aproveitar o recreio como espaço de lazer, aprendizagens e ao mesmo tempo valorizar o ofício do artesão que produz brinquedos feitos à mão. A união destes objetivos garantiu aos estudantes da Escola Municipal Tanira Regina Schmidt, no Abranches, dois dias de atividades especiais em oficinas que ensinaram a criar e brincar com bilboquês, piões, corrupios, aviões e trens de lata, entre outras peças.

As oficinas aconteceram na segunda e terça-feira (12 e 13/8), para as turmas do 3º ao 5º ano do ensino fundamental, a partir do projeto "Feira Lúdica - A arte viva dos brinquedos feitos à mão. O projeto é desenvolvido pela Malasartes Educação Sensível, com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, da Fundação Cultural de Curitiba.  

Kauan Yuri da Silva Costa, 8 anos, do 3º ano, disse que brincar com os brinquedos que ajudou a construir o fez lembrar das histórias que ouve o avô contar.  “Ele gostava de pião quando era pequeno e eu, que nunca tinha brincado disso antes, gostei também”, disse o estudante.

Participar da oficina também serviu para o garoto descobrir que é muito criativo e tem talento para artes manuais.

“Aprendi que madeira, latinha e palitos não se jogam fora. A gente pode usar para fazer brinquedos bem divertidos”, disse o estudante Kauan.

A colega Mariana Grafetti, 8 anos, que gosta de criar seus próprios brinquedos usando dobradura de papel, também gostou de participar.

“Quando acho tampinha ou peça diferente guardo para fazer brinquedos. Agora aprendi muitos modelos novos”, disse Mariana.

Interação

Depois de aprenderem a confeccionar, as crianças se divertiram aprendendo a brincar, trocar brinquedos e interagiram uns com os outros, numa experiência diferente das que estão acostumadas.

“O projeto veio ao encontro das necessidades da escola de promover atividades diferenciadas de interação e integração na hora do recreio”, explicou a diretora da escola, Wandisa Ferreira.

A proposta do projeto, destacou Wandisa, favorece a superação de preconceitos que são incentivados pela industrialização em relação ao artesanato, além de valorizar o brincar, as manifestações culturais da comunidade e a relação com os brinquedos.

“Com certeza as relações com o brincar serão mais criativas e respeitosas no recreio depois dessa experiência”, disse a diretora.

Durante os dois dias de oficinas, monitoradas pelos arte-educadores Rafael Barreiros e Milene Dias, as crianças e os professores compartilharam formas de brincar ambientadas em uma “feira popular”. 

"Buscamos assim criar novos espaços de divulgação da arte lúdica popular, estendendo pontes entre os artesãos locais e as escolas públicas, o que certamente irá estimular o trabalho e a comercialização de suas criações", revela o produtor do projeto, Luis Teixeira.