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De atleta a técnica, árbitra e professora, Andréa Flexa revive sua história no esporte

De atleta a técnica, árbitra e professora, Andréa Flexa revive com seus alunos sua história no esporte. Curitiba, 15/10/2019. Foto: Levy Ferreira/SMCS

 

É com disciplina e alegria de fazer que a professora Andréa Flexa conduz o trabalho no Polo de Ginástica Artística da Regional Fazendinha/Portão, na Rua Waldemar Cavanha, no bairro Campo Comprido, com um grupo de 120 crianças e adolescentes. A atividade faz parte do programa Escola + Esporte = 10, parceria entre as secretarias do Esporte, Lazer e Juventude e da Educação.

Além de ser orientadora em esporte e lazer de carreira na Prefeitura de Curitiba, ela foi atleta profissional, técnica da Seleção Paranaense de Ginástica e árbitra em competições nacionais e internacionais, atividade que exerce ainda hoje. Também ministra cursos de arbitragem.

A vasta experiência traz muitos ganhos aos ginastas treinados por Andréa. “Utilizo o conhecimento técnico, mas também aspectos relacionados à arbitragem, o que é muito bom para que eles tenham essa consciência no momento da competição”, diz a servidora.

Há poucos dias, ginastas treinados por Andréa e que integram a Seleção de Desempenho de Ginástica Artística de Curitiba participaram da Copa de Estreantes de Ginástica Artística em Telêmaco Borba, interior do estado, e trouxeram 57 medalhas e quatro troféus.

“Eu disse ao grupo: isso aconteceu porque estamos preparados. O resultado foi sensacional. Conseguimos colocação no pódio em quatro categorias”, contou. Segundo ela, acompanhar o grupo em competições como a que aconteceu nos Campos Gerais a faz reviver muitos momentos da sua vida como atleta.

Responsabilidade e maturidade

“Eu me vejo neles. Aquela ansiedade, aquele brilho nos olhos que o ginasta tem. Uma das meninas, de 8 anos, competiu com as mãos machucadas. Na hora que ela me mostrou, perguntei a ela: o que você quer fazer? Ela respondeu: eu vou competir. Como atleta, vivi exatamente essa situação e eu fiz a mesma escolha”, revela emocionada.

Ela lembra ainda que este é um esporte que, nas competições, os ginastas têm responsabilidade perante o grupo. “Ainda muito pequenos eles precisam ter responsabilidade, isso requer maturidade”, define.

Ela descreve a sensação do resultado do seu trabalho.

“O sentimento é de dever cumprido. Valeu a pena estar aqui conduzindo esse grupo. A gente faz com paixão. Eu falo para os alunos: precisamos vir com sorriso no rosto e pensamento positivo”, diz.

Uma das habilidades desenvolvidas pelas crianças e adolescentes é a consciência corporal. “Uma falha pode levar o atleta a se machucar, consciência do próprio corpo é fundamental no esporte”, ensina a técnica.

Sonho de criança

A ginástica artística entrou na vida de Andréa quando ela era criança. Aos 6 anos, ela morava em João Pessoa, na Paraíba, e descobriu que gostava muito da atividade. "Passei a assistir apresentações quando morei no Rio de Janeiro e me interessei cada vez mais pelo esporte. Me tornei atleta quando vim para Curitiba, eu estudava no Instituto de Educação”, conta Andréa.

A partir dos 16 anos de idade, ela começou a se preparar para arbitrar competições, atividade que exerce até hoje pela Federação Paranaense de Ginástica. Andréa preside o Comitê Técnico da Federação.

Na Prefeitura, trabalha há 23 anos. “Eu nem esperava entrar na Prefeitura. Fiz o concurso incentivada por uma amiga. Quando cheguei queria muito trabalhar com a ginástica artística, que já era destaque na Praça Oswaldo Cruz”, conta.

Desde 2016, Andrea comanda a atividade no Polo de Ginástica Fazendinha, um dos quatro disponíveis na Prefeitura. Os demais estão em Santa Felicidade, Bairro Novo e Boqueirão.