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MaaS

Curitiba e BID orientam a Mobilidade como Serviço

Curitiba e BID orientam a Mobilidade como Serviço. Foto: Divulgação


A Prefeitura de Curitiba e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) deram mais um passo, nesta segunda-feira (16/3),  na cooperação técnica para a construção de uma plataforma de convergência de dados para a integração das diversas opções de transporte existentes. O foco é diminuir a necessidade da utilização de veículos próprios, como forma de reduzir as emissões de gases poluentes e melhorar a eficiência energética dos deslocamentos pela cidade.

Ancorado no princípio da Mobilidade como Serviço, do inglês Mobility as a Service (MaaS), o trabalho integra o projeto do novo Inter 2, de modernização do transporte de Curitiba, que contará com financiamento do BID e contrapartida do município. Para a próxima etapa relacionada ao MaaS, serão entrevistados todos os atores, públicos e privados, do cenário do transporte e mobilidade de Curitiba.  

A sequência aos trabalhos foi dada em uma videoconferência, com a participação de representantes do BID, técnicos da Prefeitura e representantes da academia e do setor privado, na sala da Central de Informações do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI).

"É um momento importante de discussão e de aproximação de vários atores nesta busca pela mobilidade sustentável”, disse a arquiteta Ana Cristina Jayme, ao abrir a reunião interativa.

Na videoconferência, o consultor do BID, Andre Averbug, explicou os princípios e detalhou os processos da Mobilidade como Serviço. O resultado disso está na ampliação do uso do transporte público e em benefícios aos cidadãos, ao meio ambiente e à gestão pública.

“É como se fosse um Waze do transporte público, mais sofisticado porque está interligando diferentes modais numa plataforma só”, compara o consultor do BID.

Menos carros, mais transporte público

Do ponto de vista do usuário, os benefícios estão as facilidades para todas as necessidades de mobilidade. De acordo com Averbug, o aumento da informação sobre os serviços de transporte e a integração com outros modais impacta no maior do uso da rede pública.

“Muita gente deixa de usar o transporte público por não saber exatamente qual é o melhor ônibus que tem que pegar, quais as ofertas que tem e as melhores combinações à disposição. Um sistema que auxilie ao tomar essas decisões tem tudo para aumentar o uso do transporte público", disse.

“Como opções ao usuário temos hoje os ônibus, táxis, transporte por aplicativo e bicicleta, mas não existe nenhum tipo de integração. Os sistemas de bilhetagem e pagamentos são separados”, observou Averbug.

Participantes

Também participaram por videoconferência Jason Hobbs, do BID, e Ana Beatriz Montero, da Divisão de Transportes do banco. Os professores Roberto Gregório e Garrone Reck, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Keiko Fonseca, Ricardo Lüders, Tatiana Gadda e Marcelo Oliveira Rosa. André Turbay, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), e Ricardo Pimentel, do Isae/FGV.

Paulo José Bueno Brandão representou a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec). Por parte da Prefeitura, participaram a presidente da Agência Curitiba, Cris Alessi, acompanhada de Alessandra Reis; a superintendente de Trânsito, Rosângela Battistella, com Maurício Razera, Michelângelo Soares e Andrea dos Anjos; da Urbs, Aldemar Martins Neto, Vilson Kimmel e Alessandro de Souza Alves; e a coordenadora de Transportes do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Olga Prestes. Também participou o analista de Mobilidade da Renault, Igor Cerullo.