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Respeito às diferenças

Curitiba contempla gênero em novos projetos

As diferenças de gênero estão contempladas nos novos projetos implantados e em desenvolvimento em Curitiba. - Foto: Daniel Castellano / SMCS

 

As diferenças de gênero estão contempladas nos novos projetos implantados e em desenvolvimento em Curitiba. Totalmente revitalizada, a Rua Voluntários da Pátria, no trecho entre as Praças Osório e Rui Barbosa, é classificada como Rua Completa pelos critérios de convivência e de movimentação segura entre veículos, bicicletas e, principalmente pedestres. Entregue em meados de fevereiro, a Voluntários atende às demandas de gênero que levam em conta a exposição e a vulnerabilidade de mulheres a situações de risco em espaços urbanos.

“As mulheres preferem se deslocar em ruas iluminadas, com locais de convivência e as chamadas fachadas ativas, onde possam se refugiar em casos de necessidade. A nova Voluntários da Pátria foi projetada levando isso em conta”, explica Célia Bim, diretora de Projetos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).

A Voluntários da Pátria foi totalmente renovada num trecho de 340 metros com obras de nova tubulação de drenagem para evitar alagamentos, rede de esgoto, calçadas mais largas, com faixa acessível e outra com piso original em mosaico português, bancos, iluminação em LED com fiação subterrânea, pista de veículos em pedras para manter o trânsito mais amigável, faixas elevadas de travessias de pedestres e arborização.

Outra via que projetada para a renovação é a Carlos de Carvalho, no trecho desde a Tiradentes até a Rua Visconde de Nácar. Entre as intervenções previstas estão a melhoria dos passeios com vistas à acessibilidade plena, iluminação e drenagem.

Também está no escopo dos projetos de intervenções para a mobilidade segura, o entorno do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), na ligação da Rua João Parolin à Marechal Floriano Peixoto, no Parolin. O projeto prevê a implantação de calçadas dos dois lados da via e iluminação para o caminhar seguro de quem acessa o Tribunal e o sistema de transporte no eixo Boqueirão.

“Mulheres e homens têm uma relação diferente com o espaço urbano. Ao projetar tendo como referência o público mais vulnerável, contemplamos o todo”, afirma Célia Bim.

Caminhabilidade de Gênero

A Caminhabilidade de Gênero é parte integrante do Projeto do novo Inter 2, que contará com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e contrapartida do município. Pesquisa desenvolvida pela Organização da Sociedade Civil (OSC) SampaPé em conjunto com o Ippuc, em outubro do ano passado, mapeou um conjunto de áreas da cidade num trabalho para a definição do índice técnico de caminhabilidade sensível a gênero

Foram consideradas as áreas de intervenção do projeto; a existência de rotas com bastante fluxo; a presença de pontos de interesse no percurso de pedestres tais como hospitais, escolas (inclusive uma escola de educação especial), centros comerciais dentre outros; o acesso ao sistema de transporte coletivo por pontos de ônibus, estações tubo ou pequenos terminais de transporte. Os dados servem de referência à metodologia do Plano Setorial de Mobilidade, em fase de desenvolvimento pelo Ippuc.

O Índice de Caminhabilidade tem por referências o Índice Cidadão de Caminhabilidade (ICC) do SampaPé; o Índice de Caminhabilidade (ICam) do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), o Índice de Qualidade de Calçada (IQC) da ANTP e o Índice de Caminhabilidade de Chris Bradshaw e a Ferramenta de Auditoria de Caminhabilidade (Walkability Audit Tool) da Austrália.

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