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Fórum Internacional

Curitiba apresenta planos de descarbonização em evento do BID

Os projetos curitibanos foram expostos pela assessora de Investimentos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Ana Cristina Jayme.

 

Curitiba está um passo à frente das outras metrópoles brasileiras na questão da descarbonização e outras pautas ambientais. Por conta dos esforços realizados desde 2011, a cidade foi convidada a participar, nesta terça-feira (23/3), de um painel organizado pelo Fórum Internacional de Transportes (ITF), plataforma da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). 

No evento, intitulado Decarbonising Transport in Latin American Cities (DTLA), foram apresentadas medidas que estão sendo tomadas por três cidades parceiras do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID): Buenos Aires, Bogotá e Cidade do México; além de Curitiba e Montevidéu, que participaram como convidadas. 

Os projetos curitibanos foram expostos pela assessora de Investimentos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Ana Cristina Jayme. Em sua apresentação, ela descreveu a construção dos cenários de redução de emissões para a capital paranaense, idealizados através de três premissas: melhoria tecnológica de veículos e combustíveis; aumento nos deslocamentos por transportes de massa e mobilidade ativa e redução dos deslocamentos por automóveis individuais. O trabalho de Curitiba leva em conta cenários definidos em conjunto pelo Grupo C40 de Grandes Cidades para a Liderança Climática (C40). 

“No cenário disruptivo chegamos próximos à meta de neutralidade de carbono com uma redução de 78%.  Consideramos para isso que 85% dos deslocamentos serão feitos por transporte coletivo e mobilidade ativa, apenas 7% de deslocamentos por veículos individuais e 100% dos veículos de passageiros movidos a energia limpa ou renovável”, observou Ana Jayme.

A arquiteta explicou também que o maior desafio no processo de descarbonização é financeiro e destacou a importância do suporte das agências e organizações que apoiam o projeto. São parceiros de Curitiba o BID, o C40, Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), World Resources Institute (WRI), Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), Massachusetts Institute of Technology (MIT), New Development Bank(NDB), ministérios, além de parcerias na esfera local.

“Com essa rede de parceiros pudemos desenhar um mapa estratégico com o objetivo maior de reorganizar a lógica do sistema de serviços de mobilidade urbana de Curitiba para buscar maior atratividade, eficiência energética e neutralidade de carbono”, disse  a assessora de Investimentos do Ippuc.

Redução de emissões

Com uma estratégia pré-estabelecida, os projetos de Curitiba para a redução das emissões de Co2 seguem quatro premissas: descarbonizar a frota do transporte coletivo; atrair clientes para o transporte coletivo; promover a mobilidade ativa; e estabelecer a cultura de gestão de dados e inovação. Além das ações já em desenvolvimento na cidade que envolvem a intermodalidade, como o plano de estrutura cicloviária e o projeto Caminhar Melhor, as ações também estarão contempladas nos projetos do Inter 2 e do Corredor Leste-Oeste, que preveem a operação de ônibus elétricos.