A secretária do Urbanismo de Curitiba, Suely Hass, o presidente do Ippuc, Cléver Almeida, e o administrador da Regional Matriz, Luiz Hayakawa, apresentaram a Operação Urbana Consorciada Linha Verde na Câmara de Vereadores, na tarde desta terça-feira (1). Os vereadores puderam esclarecer dúvidas e fazer questionamentos sobre a operação. A mensagem para a criação da lei da Operação Urbana já está na Câmara. O projeto de mudança do perfil urbano no trecho da antiga BR 116, com garantia de obras públicas e investimentos privados foi bastante elogiado pelos vereadores.
"Esse mecanismo é uma inovação muito importante, que vai favorecer os bairros ao longo da Linha Verde. Estamos com boas expectativas sobre o projeto. Nessas apresentações podemos esclarecer nossas dúvidas", disse o vereador Jair Cézar.
Com a Operação Urbana, a Prefeitura tem a previsão inicial de captar R$ 1,5 bilhão por meio da venda dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs). Essa captação pode chegar até R$ 3 bilhões.
"O projeto de lei foi encaminhado pelo prefeito Luciano Ducci aqui para a Câmara para apreciação. Essa apresentação é para os vereadores terem uma visão do contexto da operação, das intervenções previstas para a Linha Verde. Voltaremos quantas vezes forem necessárias para dar explicações na Câmara", disse a secretária do Urbanismo, Suely Hass.
O vereador João do Suco, líder do governo na Câmara, destacou a grande transformação que a Linha Verde vai receber após a Operação Urbana Consorciada. "Precisamos saber os detalhes desse mecanismo. Essa operação foi estudada com muito cuidado pelos técnicos da Prefeitura. Vamos ter muitos avanços nesse novo eixo de desenvolvimento cidade", disse. João do Suco ainda afirmou que "a Prefeitura está planejando e pensando na cidade daqui a 30, 50".
"Sem dúvida esse é um projeto que vai ajudar muito no desenvolvimento na cidade. O prefeito Luciano Ducci tem se esforçado muito para concluir a Linha Verde. As intervenções previstas na Operação Consorciada vão favorecer a acessibilidade e vão criar um novo polo comercial e residencial na cidade", disse o presidente do Ippuc, Cléver de Almeida.
Investimentos - Para o vereador Juliano Borghetti, a Operação Consorciada além de melhorar o fluxo de carros na Linha Verde vai dar oportunidade dos empresários investirem na região. "Isso vai gerar emprego e renda para a cidade", afirmou.
O vereador Serginho do Posto também comentou sobre o desenvolvimento que a iniciativa da Prefeitura vai levar à região. "O lançamento da operação aconteceu no momento oportuno, de grande aquecimento imobiliário. O projeto vai atrair empreendedores de outros locais e vai beneficiar a todos os cidadãos que moram na região", afirmou o vereador.
"Verificamos que na área da Operação Urbana existem terrenos muito grandes e que podem ser reutilizados. A operação é auto-sustentável. Os empreendedores vão sustentar a operação", disse Suely Hass. "A Linha Verde é um instrumento que permite a integração Norte - Sul. Ela tem que se transformar em uma avenida integrada a cidade. Esse mecanismo me parece que vai atingir esse objetivo," disse o vereador Algaci Tulio.
Como funciona - Os investimentos na área da Operação Urbana serão auferidos mediante alienação em leilão público na Bolsa de Valores dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs).
Os Cepacs são títulos da Operação Urbana Linha Verde lastreados no potencial de 4,47 milhões de metros quadrados de área adicional de construção no eixo urbano que liga Curitiba de Norte a Sul. O potencial construtivo alcança uma faixa de 22 bairros onde vivem 82 mil habitantes.
Toda operação urbana será gerenciada pela Câmara de Valores Mobiliários (CVM), os recursos ficarão em conta específica do Banco do Brasil e a aplicação deles será gerenciada pela Caixa Econômica Federal.
A partir da vigência da lei da Operação Urbana Consorciada, que tramita na Câmara, o município poderá negociar na Bovespa os títulos que darão ao investidor o direito de ampliar a área construída e altura de imóveis comerciais e residenciais na região da Linha Verde, dentro do estabelecido na operação urbana.
O valor mínimo de cada Cepac será de R$ 200,00. No total, a Operação Urbana Linha Verde prevê a emissão em etapas de 4,83 milhões Cepacs.
As avaliações da Operação Urbana Linha Verde foram feitas pela Fundação Instituto de Pesquisas e Estudos Econômicos (FIPE), ligada à Universidade de São Paulo (USP). Os títulos de Cepacs podem ser comprados por pessoa física ou jurídica.