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Prefeitura Municipal de Curitiba

Balanço 1 ano

Vale do Pinhão posiciona Curitiba para ser referência em inovação

30/12/2017 09:00:00

Exemplo internacional em planejamento urbano, Curitiba agora também está virando referência em inovação com o Vale do Pinhão, projeto idealizado pelo prefeito Rafael Greca que contempla uma série de ações integradas de incentivo à tecnologia, revitalização de regiões com emprego e renda, criação de novas empresas e educação voltada à cultura da inovação.

“O Vale do Pinhão é um grande ecossistema de incentivo à inovação, empreendedorismo e desenvolvimento”, afirma Greca. O nome do projeto é uma alusão ao Vale do Silício, região no estado da Califórnia (EUA), que é sede da Universidade de Stanford e de empresas como Google, Facebook e Apple.

Desde o início do ano, a Prefeitura, por meio da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, vem estimulando empreendedores, startups, universidades, investidores, grandes empresas e o terceiro setor a atuarem em conjunto para fortalecer o desenvolvimento de negócios inovadores na capital, principalmente, na área de economia criativa e tecnologia.

Várias ações em conjunto já foram implementadas este ano, como a escolha de Curitiba como a primeira cidade brasileira a sediar o maior evento mundial de cidades inteligentes (o Smart City Expo); o envio para a Câmara Municipal do projeto da Lei de Inovação, que prevê ainda a criação do Conselho Municipal de Inovação; o apoio e a promoção de eventos voltados à inovação (como palestras, debates, feiras e conferências internacionais) na sede do Vale do Pinhão; a retomada e desenvolvimento de programas de estímulo ao empreendedorismo com inovação (“Curitiba, Cidade das Startups” e “Bom Negócio”); e o apoio a ações de revitalização das regiões que geograficamente integram o Vale do Pinhão, em especial, os bairros Rebouças e Prado Velho.

Estímulo
O presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Frederico Augusto Munhoz da Rocha Lacerda, lembra que o Vale do Pinhão surgiu da percepção de que cidade já tinha uma série de pessoas, empresas e organizações envolvidas com estímulo à inovação e ao empreendedorismo, mas que não conversam entre si.

“Ao propor este ambiente de inovação, a Prefeitura busca suprir essa lacuna e fazer com que todos possam unir suas forças para desenvolver empresas mais inovadoras”, afirma ele. Além disso, diz, o Vale do Pinhão incentiva a conexão com instituições que são fundamentais para conhecimento e pesquisa, caso das universidades, e para apoiar o desenvolvimento das empresas já em funcionamento, como Sebrae, Federação das Indústrias, Federação do Comércio e Associação Comercial do estado.

Coração
O coração do Vale do Pinhão é o Engenho da Inovação (antigo Moinho Rebouças), no bairro do Rebouças, que se transformou em um moderno espaço para estimular a inovação e a criação de novas empresas, por meio de uma agenda ativa e qualificada de ações que fomentam o networking e a qualificação profissional.

O local, que ocupa uma área de 1,6 mil metros quadrados e é sede da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, já recebeu este ano mais de 46 eventos voltados à inovação, como palestras, debates, feiras, workshops, experimentações de novas tecnologias e conferências internacionais.

“Apresentamos e debatemos ações de fomento à inovação e ao empreendedorismo que estão acontecendo na cidade, no Brasil e no mundo. Assim, estamos ampliando uma rede de contatos que já existe, o que possibilita conectar ideias com pessoas que podem executá-las e testá-las”, observa o diretor técnico da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Tiago Francisco da Silva.

Além disso, durante 2018, as 143 startups inscritas no programa “Curitiba, Cidade das Startups” vão passar por dois meses e meio de capacitação no Engenho da Inovação. Na programação, cursos e workshops sobre marketing, modelos de negócio, captação de investimento, rodada de negócios e divulgação, inclusive, com produção de vídeos de apresentação (“pitch”).

“O ‘Curitiba, Cidade das Startups’ se conecta com as demais ações do Vale do Pinhão no fomento ao ecossistema de inovação da cidade. Queremos estimular essas startups a terem não apenas boas ideias, mas soluções realmente inovadoras, que consolidem-se e ganhem mercado”, reforça Tiago.

Revitalização e integração
Com a inauguração do Engenho da Inovação, a Prefeitura também vem incentivando a união de forças do poder público, da iniciativa privada e do terceiro setor para a atração de empresas e reocupação das regiões que, geograficamente, integram o Vale do Pinhão. Desde o começo do ano, ações concretas estão buscando estimular a revitalização dos bairros Rebouças e Prado Velho, principalmente, a antiga área industrial da região, que está com vários imóveis vazios.

O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), por exemplo, já delimitou e desenvolveu um projeto urbanístico para a região do Vale o Pinhão, que prevê escritórios compartilhados, startups e até moradias sociais entre as avenidas Marechal Floriano Peixoto e Sete de Setembro, a Linha Verde e o Rio Belém. Também com apoio da Prefeitura, o movimento Reação Urbana, iniciativa da Oscip Reurb e da revista Haus (Gazeta do Povo), está mapeando e promovendo debates e palestras para revitalização urbana das regiões próximas.

Inspiradas nas ações integradas do Vale do Pinhão, grandes empresas estão buscando soluções para a revitalização da região. A Bosch, a Renault, a Rumo e o Grupo Barigui se uniram para apresentar o projeto Station Lab, de reocupação da antiga estação ferroviária, que se transformaria em um espaço de criação colaborativo, fomentando startups com potencial de desenvolvimento. Já a Usina 5 é um empreendimento que acaba de ser inaugurado e que transformou o antigo moinho de açúcar Diana, fechado há mais de 10 anos, em uma área de eventos de mais de 50 mil metros quadrados.

"Esses empreendimentos são um recorte do que está surgindo na região do Vale do Pinhão. Os investidores estão observando o programa e o público da região”, avalia o diretor técnico da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação. “Um exemplo é a demanda de universitários na região. Dos 150 mil de Curitiba, 40 mil se concentram perto do Rebouças, devido às universidades próximas (como PUCPR, UTFPR e o novo campus da UFPR)", justificou Tiago.

Longo vale
O Vale do Pinhão, no entanto, não se limita ao Rebouças e região. O Parque Barigui, o Centro da cidade, a Linha Verde e as Ruas da Cidadania também compõem o projeto. Parte do Salão de Atos do Barigui, por exemplo, já é o primeiro coworking público de Curitiba.

Em 2018, será a vez do Centro ganhar o segundo escritório compartilhado público da capital. Já as Salas do Empreendedor, nas Ruas da Cidadania, começam a orientar os empreendedores dos bairros a como se tornar mais inovador e o programa Bom Negócio, que foi retomado este ano, agora também passa a ter foco em inovação. Para a Linha Verde, a ideia é fomentar a instalação de grandes empresas, com foco em tecnologia. 

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