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Lei de Acesso à Informação
Prefeitura Municipal de Curitiba

Planejamento

Sistema MetroGeo integra base de dados da Grande Curitiba

17/11/2017 15:30:00

Curitiba e os vizinhos da Região Metropolitana têm disponível uma ferramenta completa de georreferenciamento para consulta e gestão de dados comuns. O MetroGeo (Sistema Metropolitano de Informações Georreferenciadas) combina ferramentas de indicadores dos municípios a uma localização específica no mapa. O instrumento disponível na internet no endereço http://metrogeo.org.br/ funciona como um grande banco de dados dos equipamentos urbanos, onde as cidades podem acessar e inserir referências sobre seu território.

O MetroGeo consta no Plano de Diretor de Curitiba e a articulação com a região metropolitana integra o Plano de Governo como parte da proposta “Viva uma nova Curitiba”, que garante a manutenção da ferramenta e a padronização de dados com os demais municípios. O sistema conversa também com o Estatuto da Metrópole, instituído pela lei federal 13.089, de 12 de janeiro de 2015, que demanda um plano de desenvolvimento integrado das metrópoles brasileiras.

É de livre utilização por gestores municipais, cidadãos e empresas parceiras. Para utilizar a ferramenta é necessário criar um cadastro simples. Após realizar o acesso, o usuário encontra todo o mapa de arruamento, bairros, unidades educacionais, unidades de saúde, ruas da cidadania, parques, bosques e linhas de ônibus metropolitanos.

Os níveis de acesso variam de acordo com o perfil do usuário, sendo que os municípios têm entrada a um maior número de variáveis. Ainda assim, o cidadão pode também utilizar o mapa para carregar bases individuais para acesso pessoal e consultar informações básicas.

Histórico e Formação

A iniciativa é antiga. Em 1994 teve início a primeira aproximação com a Região Metropolitana sobre o tema. À época, os municípios vizinhos precisavam com frequência de informações a respeito de linhas, terminais e passageiros, a fim de construir o sistema de transporte coletivo metropolitano e de planejar as ações de governo. Logo se percebeu a necessidade de também mapear outros serviços e descobrir a proporção de demanda que cada cidade atendia dos municípios vizinhos. Aos poucos, os dados de mais de um tipo de serviço foram integrados, em especial do sistema viário com o sistema de transporte e a assistência social. 

“A partir daí, nós percebemos a necessidade de gestão da informação que chegava. Além da formação especializada para que os dados fossem coletados e inseridos corretamente”, diz o coordenador de Geoprocessamento do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Oscar Schmeiske, representante da cidade na Comissão de Gerenciamento do MetroGeo.

Segundo ele, a ideia principal era permitir que cada município compartilhasse o conhecimento que tinha com os demais. “Assim, nós conseguimos equalizar o conhecimento e o tratamento da informação”, conclui. Estão inclusos no sistema dados sobre Segurança, Assistência Social, Educação, Transporte e Saúde.

Assim, o MetroGeo surgiu como um instrumento de padronização e disseminação da informação. Usando uma ferramenta única, cada participante pode gerir melhor as informações sobre o próprio território e acessar dados relevantes sobre os demais. Para garantir que a coleta, mapeamento e inserção de informações sejam feitos de maneira uniforme, a equipe que coordena o MetroGeo ministra formações regulares ao corpo técnico dos 29 municípios da região metropolitana.

Até hoje, cerca de mil pessoas já receberam capacitação em conhecimento de mapas e cartografia. Também são feitos treinamentos em geoprocessamento e análise de informações. As qualificações sempre acontecem na região central, para permitir a participação de todos os municípios.

Participação e gerenciamento

Além dos municípios e da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), também participam do sistema a Sanepar, a Caixa Econômica Federal e o Paraná Cidade, vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano. “As empresas contribuem com informações importantes às gestões municipais, enquanto também podem acessar dados, como a planta cadastral, por exemplo”, explica Schmeiske.

Isto simplifica e facilita os processos de gestão municipal, que não precisa coletar dados já existentes do zero. O Ministério Público Estadual também acessa a ferramenta como parte de um estudo do sistema para futura implementação.

O Ippuc é o coordenador técnico do MetroGeo, mas a gestão do sistema é feita por uma comissão de 5 municípios, hoje representados por Curitiba, Araucária, Pinhais, Campo Largo e Campina Grande do Sul. Esta comissão é responsável por monitorar, planejar as formações e também validar cada uma das informações inseridas. Todos os dados presentes na ferramenta são confirmados antes de serem disponibilizados.

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