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Prefeitura Municipal de Curitiba

Inclusão

Servidores vivenciam as dificuldades de acessibilidade

10/10/2018 16:38:00

A Capacitação com Vivência - Conhecendo e Compreendendo a Pessoa com Deficiência (PcD) aconteceu na manhã desta quarta-feira (10/10), na sede da Assessoria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, e reuniu 24 servidores que trabalham nos Armazéns da Família da Prefeitura.

As atividades propostas foram a locomoção com cadeira de rodas, com os olhos vendados e com o uso de bengalas, uma roda de conversa sem recurso da fala e do som e dinâmicas nas quais os servidores vivenciaram as dificuldades cotidianas das pessoas com deficiências física, intelectual, visual e auditiva. 

A aula é uma parceria com o Instituto Municipal de Administração Pública (Imap) e vai capacitar dois servidores de cada armazém para que eles possam multiplicar as informações para os demais. A próxima turma será na tarde da quinta-feira (18/10).

A ação tem a finalidade de melhorar o atendimento no serviço público com informações e sensibilização em relação às dificuldades vividas pelo deficiente, de acordo com a coordenadora dos Direitos da PcD, Denise Moraes. “A Capacitação com Vivência pretende proporcionar experiências de privações motoras e dos sentidos. Acreditamos que a empatia é capaz de promover a inclusão”, explica Denise. 

Experiências

Adriana Lima, funcionária de um Armazém da Família, destacou a locomoção com os olhos vendados como a atividade mais complexa proposta. “Coisas que nos parecem simples são difíceis para as pessoas com deficiência, como escolher os produtos no mercado. Sempre ajudo dizendo o preço, falando as marcas expostas, mas estar aqui e colocar-me no lugar deles foi uma experiência enriquecidora”, afirma a servidora.

Para que os funcionários pudessem entender as dificuldades da pessoa com deficiência intelectual, psicólogas aplicaram alguns testes. O servidor Ricardo Ribeiro tentou responder rapidamente as questões da dinâmica, mas teve dificuldades. “Entendi que é necessário ter paciência com as pessoas com deficiência intelectual, que eles têm um tempo diferente do nosso”, afirma Ribeiro.

A servidora Gladis Rodrigues também participou da capacitação. Ela tem um filho com deficiência auditiva e explicou que vivenciar as dificuldades é importante para saber como agir. “A melhor coisa a fazer diante de um pessoa com deficiência é perguntar se ela precisa de ajuda ou não. Ela mesma vai poder explicar como ajudar. Não invada o espaço dela”, explica Gladis.  

 

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