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Prefeitura Municipal de Curitiba

Capacitação

Servidores fazem treinamento para controle do efeito estufa

08/11/2016 11:14:00

Técnicos das secretarias municipais de Trânsito, Abastecimento, Planejamento e Administração e do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC) participam nesta terça-feira (8) de um treinamento oferecido pelo C40 - organismo internacional que reúne grandes cidades do mundo envolvidas no combate às mudanças climáticas em diferentes setores -, com o objetivo de adaptar o inventário de emissão dos Gases do Efeito Estufa (GEE) produzido pelo Município entre 2012 e 2013, com a metodologia Global Protocol for Comunities - Protocolo Global para Inventário de Comunidades e Cidades (GPC).

Inés Lockhart, técnica do C40, explica que o inventário produzido por Curitiba necessita de poucas mudanças, já que foi produzido e divulgado concomitantemente à formatação do GPC. “Vamos auxiliar a administração da cidade a cumprir os requisitos do Compact of Mayors”, salienta Inés.

O Compact of Mayors , produzido em 2015, estabelece uma plataforma comum para capturar o impacto de ações coletivas das cidades por meio da medição padronizada de emissões e riscos climáticos e relatórios consistentes. “O Compact of Mayors fornece evidências claras de que as cidades são verdadeiros líderes do clima, e que a ação local pode ter um impacto global significativo”, ressalta Flavia Carloni, também integrante do C40.

Controle

Em maio deste ano, durante reunião do Fórum Curitiba sobre Mudanças do Clima, a Prefeitura apresentou os inventários de emissão de GEE dos anos de 2012 e 2013, realizados em parceria com a entidade Governos Locais pela Sustentabilidade (ICLEI), ONU-Habitat e financiado pela Comissão Europeia, dentro do Projeto Promovendo Estratégias de Desenvolvimento Urbano de Baixo Carbono em Economias Emergentes (URBAN LEDS).

Em 2013, Curitiba emitiu 4.125.853 toneladas de CO2. No ano anterior, as emissões contabilizaram 3.656.358 toneladas de CO2. O transporte urbano é apontado como principal componente emissor ficando em 75% e 72% respectivamente, seguido de energia estacionária, com 11% e 13%, e resíduos, com 14% e 15%.

O aumento das emissões de GEE entre 2012 e 2013 deve-se em grande parte a um significativo crescimento nos fatores de emissão energia estacionária relacionados ao aumento da utilização de termoelétricas. Em Curitiba houve uma variação de mais de 32,54% no setor de energia estacionária, 26% nos resíduos e 7,6% no transporte.

Desde maio de 2016, o Decreto nº498 estabelece a estratégia do Município para as ações sobre a mudança do clima e resiliência.

A estratégia prevê ações de médio e longo prazo que fundamentarão de forma técnica e científica as bases do Plano Municipal de Resiliência, Mitigação e Adaptação as Mudanças Climáticas que, após amplo debate com a sociedade, por meio de audiências públicas, será transformado em projeto de lei a ser apreciado pela Câmara Municipal de Curitiba.

Como ações estratégicas ainda constam a atualização periódica do inventário, definição das metas de redução da emissão de gases de efeito estufa para o Município e a sua revisão periódica, contínua elaboração e revisão dos mapas de risco para os principais processos naturais perigosos, incluindo estudos de risco associado a inundações para todas as bacias hidrográficas da cidade, estudos de risco associado a movimentos de massa gravitacionais para as áreas mais favoráveis a este processo perigoso, constante melhoria e evolução do sistema de alerta para desastres naturais e para acidentes ambientais.

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