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Prefeitura Municipal de Curitiba

Refeição a R$ 2

Restaurante Popular do Capanema é reaberto por Greca. Obra ficou pronta em menos de um ano

18/01/2018 13:31:00

Um belo prato de arroz, feijão carioquinha, frango, creme de milho e salada de alface e cenoura, com salada de frutas de sobremesa, foi o cardápio do primeiro dia de funcionamento do Restaurante Popular do Capanema, reinaugurado nesta quinta-feira (18) pelo prefeito Rafael Greca, depois de permanecer fechado por 18 anos.

O novo restaurante tem capacidade para servir mil pratos por dia e inicialmente irá oferecer 500 refeições - a R$ 2 cada. A reabertura da unidade foi um compromisso assumido por Greca na campanha eleitoral e a obra ficou pronta em menos de um ano.

A inauguração contou com a presença do governador Beto Richa, da primeira-dama de Curitiba, Margarita Sansone, do vice-prefeito, Eduardo Pimentel, de secretários e vereadores, que foram recebidos por Greca e pelo secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Luiz Gusi. A secretaria é responsável pela administração dos restaurantes populares de Curitiba.

Em sua primeira gestão como prefeito, Greca foi o responsável pela concepção da unidade, que ficava exatamente no mesmo local, debaixo do viaduto do Capanema. O espaço ficou conhecido com o restaurante de um real, por servir refeições por este valor.

“Saudamos com alegria esse momento de ressurreição, esse lugar há muitos anos foi objeto de um restaurante popular, o restaurante de um real, o primeiro do Brasil", lembrou o prefeito. "Eu e Margarita fomos a Buenos Aires e vimos a inteligente ideia do restaurante Piegari, que funciona embaixo de um viaduto. Resolvi fazê-lo em Curitiba, mas com proposta não elitista e sim popular”, disse Greca.

Sobre o novo restaurante, o prefeito completou: “A ideia é o alimento na mesa. Quando as pessoas servem comida na rua para os pobres elas destroem a possibilidade da sua recuperação humana. A comida não é para ser servida no chão, a comida é para ser servida na mesa", disse Greca. "Jesus Nosso Senhor quis comer com os que amava e sentou-se à mesa com publicanos, prostitutas e pecadores e com as famílias para partir o pão. Ao se sentar à mesa e abençoar a refeição, ele nos deu a possibilidade de tirar da condição de vulnerabilidade e elevar à condição humana.”

O secretário Gusi salientou que a abertura do novo local é uma expansão da política de segurança alimentar na cidade. Curitiba já tem quatro restaurantes populares (Matriz, Sítio Cercado, CIC/Fazendinha e Pinheirinho). "Nós vamos passar agora a servir 4.700 refeições por dia na cidade”, contou ele.

Já o governador lembrou ter sido em sua gestão como prefeito de Curitiba a construção dos demais restaurantes populares da cidade. “Almocei várias vezes nos restaurantes populares e me impressionava a alegria das pessoas, muitas desempregadas, dos idosos e dos estudantes agradecendo por aquele restaurante", contou Richa. "Com R$ 1, eles mal podiam comer uma coxinha e ali estavam bem alimentados, cuidando da saúde, a um preço muito acessível”, completou o governador.

Novo restaurante

O novo restaurante popular tem bilheteria, praça de alimentação, espaço de recebimento e manipulação das refeições, área de higienização de utensílios, banheiros, vestiários e salas de apoio. Na parte externa do local, de frente para a Avenida Affonso Camargo, está o espaço de atendimento da Fundação de Ação Social (FAS). No espaço oposto, de quem desce pela Rua Ubaldino do Amaral, está o posto da Guarda Municipal.

O restaurante é administrado pela Ozzi Tecnologia em Alimentos, que venceu a licitação e já era responsável pela unidade do Pinheirinho. E é exatamente da unidade do Pinheirinho que os alimentos chegam ao restaurante do Capanema, prontos para serem servidos, atendendo às normas da Vigilância Sanitária.

Não há cozinha, mas uma área para recebimento das refeições e inspeção pelas nutricionistas da Secretaria do Abastecimento. O padrão da alimentação no local é o mesmo das atuais unidades de Curitiba, com refeições balanceadas e de qualidade.

Complexo socioambiental

A obra recebeu R$ 1,3 milhão de investimento e é uma medida compensatória socioambiental pela implantação do estacionamento subterrâneo, sob a Avenida Presidente Affonso Camargo, pelo consórcio ETM, formado pelas empresas Estapar, Tucumann e J. Mallucelli.

Além disso, o Governo do Estado repassou à Prefeitura R$ 345 mil, que foram usados para a compra dos equipamentos para servir e do mobiliário da praça de alimentação.

 


 

Em menos de um ano Prefeitura concluiu projeto e obra do restaurante

Foram 359 dias, desde a decisão pela recuperação do espaço para o restaurante, o projeto e a entrega da obra pronta.


Em menos de um ano, a Prefeitura devolveu a Curitiba o Restaurante Popular do Capanema, equipamento pioneiro do gênero no país cujo local havia sido abandonado pelo poder público.

“Nossa cidade não admite ruínas. Curitiba vence as dificuldades pela via da inteligência”, disse Rafael Greca.

Foram 359 dias desde que o prefeito, em reunião no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) realizada em 24 de janeiro de 2017, determinou o estudo para a reativação do restaurante.

Os primeiros traçados do projeto foram apresentados ao prefeito em 23 de fevereiro do ano passado e a autorização para o início das obras foi dada em 6 de setembro. Os trabalhos tiveram início no dia 11 daquele mês e foram finalizados quatro meses depois.

A obra do Restaurante Popular foi executada pelo consórcio ETM (Estapar, Tucumann Engenharia e J. Malucelli) como medida compensatória socioambiental à construção do estacionamento subterrâneo, na Avenida Affonso Camargo, cujas obras têm início previsto para o mês de março e estimativa de execução de 15 a 18 meses. O novo estacionamento terá no mínimo 450 vagas com acessos pela Rodoviária e pelo Mercado Municipal.

 


 

Painel do grafiteiro Ferge homenageia artista Ida Hannemann

Em um painel de 9 metros de comprimento por 2,5 metros de altura, o artista Ferge Grafitti retratou elementos ícones de cidade de Curitiba, como a gralha azul, o pinheiro, uma litorina e uma parte do viaduto do Capanema. O trabalho em grafite está instalado no salão de refeições do Restaurante Popular do Capanema, inaugurado pelo prefeito Rafael Greca.

A obra Cores Curitibanas é uma homenagem à artista Ida Hannemann de Campos, autora do painel Gralha-Azul, obra de 1996 que está na praça em frente ao Asilo São Vicente de Paula, no Cabral. O painel em azulejo apresenta pinheiros, pinhões, vistas da Serra do Mar e, gralhas-azuis e serviu de inspiração ao grafiteiro.

“É um privilégio poder fazer uma homenagem para a Ida Hannemann por meio do grafite. Eu não a conhecia pessoalmente e estou muito feliz em conhecê-la, ela foi uma referência para o meu trabalho”, disse Ferge.

Ida Hannemann teve aulas com o pintor Guido Viaro no início dos anos 1940. Ainda em atividade, acumula mais de 70 anos de trabalho em diversas expressões como desenhos, aquarelas, cerâmicas, gravuras, pinturas, tapeçarias e poesias.

Já o grafiteiro Ferge soma uma carreira de 20 anos e tem obras espalhadas pela cidade, como um registro na trincheira do Bairro Novo e uma obra no muro do condomínio Parque Iguaçu, da Cohab.

Nesta quarta-feira (18/1), na véspera da inauguração do espaço, o prefeito comparou a obra dos dois artistas. “Há quase cem anos de diferença entre eles, mas uma proximidade muito grande na arte e na sensibilidade”, afirmou.

 


 

Discurso do prefeito Rafael Greca na inauguração do Restaurante Popular do Viaduto do Capanema

Bom dia, em primeiro lugar eu quero cumprimentar o governador Beto Richa, que é o nosso grande parceiro na obra da recuperação de Curitiba, junto com os vereadores da atual legislatura, liderados pelo Serginho do Posto.

Eu peço uma salva de palmas para eles!

O vice-prefeito [Eduardo Pimentel]; a Margarita [primeira-dama] e eu; o Gusi [secretário Municipal do Abastecimento]; o Norberto Ortigara [secretário do Estado da Agricultura e Abastecimento]; a Elenice [presidente da Fundação de Ação Social]; todo o pessoal da FAS; da Prefeitura; estamos agradecidos com a presença do ex-governador Pessuti, presidente do BRDE; do presidente da Associação Comercial, nosso parceiro e amigo Gláucio Geara; do presidente da Associação do Mercado Municipal [Mário Shiguemitu Yamasaki] e de todos os curitibanos que aqui estão.

Agradecemos também a presença do nosso frei, que traz a mensagem otimista da alegria de São Francisco, do Papa Francisco, da religião que é a do entusiasmo e da fé.

Nós saudamos com alegria esse momento de ressurreição. Esse lugar, há muitos anos, foi objeto de um restaurante popular. O restaurante de R$ 1. O primeiro do Brasil. Eu e Margarita fomos a Buenos Aires, vimos a inteligente ideia do restaurante Piegari, que existe no fim da Avenida de Mayo e que é embaixo de um viaduto. E eu resolvi fazê-lo em Curitiba, mas em uma proposta não elitista, uma proposta popular. E nasceu o primeiro restaurante de R$ 1 do Brasil.

Na ocasião, quando nós abrimos, nós recebemos uma carta do Betinho, irmão do Henfil, que na época se empenhava no programa nacional de segurança alimentar, que depois virou o Fome Zero. Ao mesmo tempo recebemos uma carta, estimado governador, de um chefe de família. De um velho aposentado.

É, talvez, um dos documentos mais bonitos que eu guardo em meu arquivo. Esse pai de família agradece a possibilidade de ter podido trazer mulher e filhas para comerem fora pagando R$ 1, no tempo do Natal de 1993.

O restaurante existiu até o ano 2000. Quando foi aberta a Rua da Cidadania da Matriz, a Prefeitura entendeu fechar esse espaço. O lugar se deteriorou. Não éramos mais nós que cuidávamos da cidade. E ultimamente o lugar tinha se transformado em um “mocó”. Numa “tranqueira”, com uma absurda muralha de manilhas fingindo que eram floreiras, aonde as fezes humanas se acumulavam com as drogas e a cidade lamentava com vergonha no que se tinha tornado.

Foi uma das razões da minha candidatura a prefeito. Eu estou aqui, feliz da vida, reabrindo o restaurante do Capanema.

Agradeço ao pessoal do [da Secretaria Municipal] Abastecimento que me ajudou a fazer o projeto. Agradeço ao Consórcio ETM, que como medida compensatória pelo futuro “buracão” que vão fazer aqui, para o grande estacionamento que vai unir a Rodoferroviária com o Mercado Municipal, já fez a obra do restaurante.

A ideia é que seja um espaço de serviço. A comida será servida a R$ 2. Custa R$ 7, mas R$ 5, a Prefeitura coloca. Serão 500 refeições no começo, chegando a mil. Serão cinco mil refeições por dia nesse e nos outros quatro restaurantes que nós possuímos: na Matriz, no Pinheirinho, na Fazendinha e no Sítio Cercado.

A ideia é que a mesa ergue. Quando as pessoas servem comida na rua para os pobres, elas destroem a possiblidade da sua recuperação humana. A comida não é para ser servida no chão. A comida é para se servida na mesa.

Jesus, nosso senhor, quis comer com os que amava. Sentou-se à mesa com publicanos, prostitutas e pecadores. Sentou-se à mesa com as famílias. Partilhou o pão e ergueu a humanidade ao se sentar na mesa e abençoar a refeição.A mesa ergue. A mesa tira da condição de vulnerabilidade e eleva a condição humana.

Eis a mesa. A fartura curitibana, abençoada por um painel feito e inspirado na obra de dona Ida Hannemann de Campos, onde gralhas azuis debulham pinhas bem-fazejas, para que haja alimento nos campos e na cidade.

O nome Curitiba é comida: muito pinhão! A melhor de todas as frutas. O pinhão que nos alimenta é também o pão que nós partilhamos. É o esforço da cidade em erguer seu povo mais humilde.

O resgate social é a obrigação do prefeito. O serviço social é o dever dos governantes. Aquilo que não se compartilha, se perde. Se a sociedade não entender essa lição de sabedoria, se perderá. O egoísmo destrói. O egoísmo empurra para a sarjeta. O egoísmo empurra para droga. O egoísmo apaga as luzes e empurra para escuridão, mas há o outro lado.

A luz e o bem. A luz dos pinhais. O bem que nós queremos para Curitiba. O pão abençoado que nós queremos partilhar.

Pai nosso que estais nos céus,

Santificado seja o Vosso nome.

Venha a nós o Vosso Reino.

Seja feita a Vossa vontade,

Assim na Terra como no Céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje.

Perdoai as nossas ofensas,

Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

E não nos deixeis cair em tentação,

Mas livrai-nos do mal.

Amém.

Aqui seja partilhado - e partilhado se multiplique - para o bem dos que estão aqui e dos que vão nascer.

Viva Curitiba!

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