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Prefeitura Municipal de Curitiba

Atendimento social

Prevenção da violência dentro de casa é tema de seminário da FAS

19/05/2017 11:48:00

Mais de 350 pessoas, a maioria que integra a rede de proteção social, participaram nesta quinta-feira (18/5) do XI Seminário Municipal de Enfrentamento à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, promovido pela Fundação de Ação Social (FAS). O evento faz parte da programação do Mês de Sensibilização Sobre a Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes e teve como tema a agressão no contexto da família e lembra o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio.

O objetivo do seminário foi debater a prevenção a partir do trabalho com as famílias, já que a maioria dos casos de violências contra crianças e adolescentes é praticada por pais ou parentes. “O dia 18 de Maio não é de comemoração, mas sim de luta e reflexão sobre a responsabilidade que temos diante da necessidade de proteção das crianças e dos adolescentes”, disse a presidente da FAS, Larissa Tissot.

A presidente ressaltou que o cuidado com as crianças e adolescentes não é uma responsabilidade apenas das famílias, mas de toda a sociedade, e que a garantia dos direitos dessa população é prioridade absoluta para todos os secretários municipais, seguindo determinação do prefeito Rafael Greca.

Seminário

Os participantes assistiram à palestra A Agressão no Contexto da Família, do psicólogo Antônio José Ângelo Motti, professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, e que há 22 anos trabalha no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes.

O professor falou da origem da agressividade, dos tipos e formas de agressão e dos fatores que induzem a ela, entre eles os biológicos, as drogas, a cultura e até a temperatura. Entre as formas de violência, ele destacou a intrafamiliar, que acontece dentro de casa, geralmente praticada por um membro da família. Entre as agressões domésticas, Motti incluiu o abuso físico, sexual, psicológico, a negligência e o abandono. “Para romper com a violência é preciso fazer com que as famílias vivam em ambientes não-violentos”, disse. Ele defendeu ainda que todo agressor precisa ser tratado, e não preso.   

A diretora executiva do Hospital Pequeno Príncipe, Ety Cristina Forte Carneiro, e a assessora da diretoria, Thelma Alves de Oliveira, também apresentaram números de casos de agressão notificados no hospital e apresentaram materiais gráficos produzidos pela instituição para ajudar no reconhecimento das violências contra crianças e adolescentes.   

Notificações

Em 2016, foram notificados 4.499 casos de violência contra crianças e adolescentes, em Curitiba. Deste total, 2.885 foram de negligência; 631, agressão física; 480, sexual; 199, psicológica; 89, de trabalho infantil; e 215, autoprovocada.

Dos 4.449 casos notificados, 86% (3.839) aconteceram dentro das famílias, sendo as mães as principais autoras das violências (2.520), seguidas dos pais (1.066), avós (259), apenas o pai (114), padrasto (66) e tios (57), entre outros. 

Como denunciar

Situações de abuso e exploração sexual podem ser denunciadas anonimamente e de forma gratuita pelo telefone 156, da Prefeitura de Curitiba, ou pelo site http://www.central156.org.br/.

Além deste canal, que pertence ao município, também é possível usar o Disque Denúncia do Governo do Estado, pelo telefone 181, e o Disque 100 do governo federal. Outra forma de denúncia é mediante comparecimento a algum Conselho Tutelar.

Presenças

Participaram do evento a presidente do Colegiado dos Conselheiros Tutelares de Curitiba, Alzira Isabel Steckel, que ressaltou que todo cidadão deve ficar atento e denunciar casos de violência; a diretora do Departamento de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Caroline Krebsbach; a superintendente de Gestão Educacional da Secretaria Municipal da Educação, Elisâgela Mantagute, o administrador regional do Boqueirão, Ricardo Alexandre Dias.

A inauguração teve a benção do bispo José Mário Angonese, da Mitra Arquidiocese de Curitiba, e do padre José Carlos Veloso, da Paróquia Santa Isabel.

18 de maio

O dia 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes depois do assassinato de Aracelli Cabrera Crespo, em Vitória (ES), em 18 de maio de 1973. A menina de 9 anos foi seqüestrada, drogada, sofreu violência sexual e teve o rosto desfigurado com ácido. O crime chocou o País.

 

 

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