Sessenta policiais militares e bombeiros que atuam na capital e Região Metropolitana de Curitiba vivenciam na prática as dificuldades de acessibilidade enfrentadas pelas pessoas com deficiência. Eles participam nesta quinta e sexta-feira (26 e 27), no quartel-general da Polícia Militar do Paraná, no Rebouças, do primeiro curso de acessibilidade específico para policiais militares, organizado pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência.
“A proposta é inédita no país", disse o secretário dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Irajá de Brito Vaz, na abertura da capacitação, na manhã desta quinta-feira. Participam 60 tenentes. A meta é inserir a acessibilidade nos serviços prestados pelos policiais militares no dia-a-dia da corporação. “Eles serão multiplicadores dos conceitos de acessibilidade em seus municípios de origem. Queremos com isso garantir os direitos das pessoas com deficiência”, destacou Irajá.
A palestra “Conhecendo e Aprendendo” traz diversas informações sobre a deficiência visual, auditiva, física e intelectual, além dos transtornos globais do desenvolvimento (TGD). “Às vezes acabamos não enxergando as pessoas com deficiência. Essas informações serão positivas e nos auxiliarão no momento da abordagem”, disse o o segundo-tenente Igor, do Regimento de Polícia Montada.
Conceitos a respeito das diversas dimensões da acessibilidade e suas características, como mobilidade, amputações, audição, visão, lesões musculares, paralisia cerebral e baixo funcionamento cerebral, entre outro,s também serão repassados aos policiais militares. “Durante a formação na academia os policiais recebem capacitação. Mas as informações são dinâmicas e sempre devem ser atualizadas”, comentou o capitão Cruz.
O Instituto Municipal de Administração Pública (Imap) é parceiro na capacitação e será responsável pelos certificados de conclusão de curso aos policiais militares.
Prática - Nesta quinta-feira (26), bombeiros e policiais participaram de palestras. Nesta sexta-feira (27), irão vivenciar as dificuldades que as pessoas com deficiência possuem. Nas vivências, os policiais vão andar de cadeira de rodas, com bengalas e muletas e olhos vendados.
“Será uma experiência positiva. Estou bastante ansioso”, disse o segundo-tenente da PM Igor. De acordo com o secretário Irajá as vivências provocam profundas mudanças no comportamento das pessoas. “Elas passam a compreender as dificuldades das pessoas com deficiências", afirma.
Para o aspirante Klein, do 7º Grupamento de Bombeiros é necessário reconhecer as dificuldades das pessoas com deficiência. “Nós profissionais que atuamos na segurança pública temos o dever de atender a todos”, disse.