Os 22 parques e o Jardim Botânico de Curitiba irão abrigar Centros de Educação para Sustentabilidade, que terão ações voltadas para alunos da rede municipal de ensino, para escoteiros e também atividades abertas à população em geral. As atividades terão início no mês de abril.
“É um projeto para atingir a educação formal e não formal, os adultos e as crianças”, afirma o secretário municipal do Meio Ambiente, Renato Lima. Cada parque ou unidade terá um tema, que será trabalhado de maneira prática e interativa. Entre os temas estão água, plantas, uso do solo, bosques, resíduos sólidos e rochas.
O secretário conta que o Jardim Botânico, por exemplo, terá como tema as plantas. Várias atividades interativas estão programadas para o local, incluindo o Museu Botânico, equipamento desconhecido por boa parte da população. “No Jardim Botânico será construída uma casa de chás e, ao lado, haverá uma horta de ervas medicinais”, antecipa o secretário. “As próprias crianças irão cuidar da horta, aprendendo na prática sobre cada uma das plantas”, diz.
Parque da Barreirinha
As atividades de educação para sustentabilidade também serão atrativos para que a população ocupe os parques, que muitas vezes ficam ociosos durante a semana. Um exemplo é o Parque da Barreirinha, um dos mais antigos da cidade e atualmente com pouco uso pela população.
Segundo dados do Departamento de Parques e Praças, durante a semana a média de visitação é de 50 pessoas por dia. Nos finais de semana, o Parque da Barreirinha, que tem 275 mil metros quadrados, não chega a ter 150 visitantes.
Com a instalação do Centro de Educação para Sustentabilidade, o Parque da Barreirinha terá como tema as plantas exóticas ou invasoras, que estão presentes em larga escala no local. A ideia é que os alunos conheçam de perto estas espécies e depois vão até o Horto da Barreirinha, localizado ao lado, para plantar mudas de plantas nativas, adequadas ao paisagismo urbano da cidade.
“Não há forma melhor de ensinar às crianças sobre a importância das plantas nativas”, comenta o secretário. Os alunos terão ainda a possibilidade de confeccionar uma plaquinha com o nome da espécie que plantaram, na oficina anexa ao Horto, e poderão levar a muda para ser plantada na escola em que estudam. “Desta forma, elas poderão continuar acompanhando e cuidando da planta”, diz Lima.
Aos sábados, a partir do mês de abril, os parques receberão grupos locais de escoteiros voluntários. “Eles serão agentes multiplicadores da educação ambiental”, explica o secretário.
A diretora do recém-criado Departamento da Educação para Sustentabilidade, a bióloga Marcia Frasson, explica que a principal função dos Centros de Educação dos parques é mesmo levar as atividades até o cotidiano da população. “Estes espaços públicos são ótimos lugares para a educação não formal”, diz.