Empresas brasileiras e estrangeiras participaram na noite desta terça-feira (15) da audiência pública sobre a minuta do edital de Parceria Público Privada para construção e operação o Metrô Curitibano.
Representantes de grandes empresas como Andrade Gutierrez, CR Almeida, Queiroz Galvão, Hitachi, Siemens, OAS, Odebrecht, Grupo Isdra, CAF do Brasil, Ivespar, Esteio, J. Malucelli, Ivaí, Geplan e outras acompanharam a audiência no Memorial da Cidade.
“É uma situação nova para o Brasil, que precisa vencer muitos obstáculos na infraestrutura, e Curitiba está apresentando essa modelagem com muita criatividade”, declarou o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Siemens, Rezier Possidente.
A Siemens tem projeto de sinalização metroviária aplicado na Linha 4 do metrô de São Paulo. Segundo Possidente, além do interesse em fornecimento de material rodante, com certeza os especialistas da empresa avaliarão a possibilidade de participarem da licitação de PPP (parceria público privada) com a Prefeitura de Curitiba. “O empresariado precisa de garantias. Acho que isso será definitivo para o sucesso da PPP”, ponderou Possidente.
Outro empresário que esteve na audiência é o gerente comercial da Andrade Gutierrez, Herculano Barros Andrade Gutierrez. “Ainda é cedo para declarar alguma coisa, mas vamos estudar com atenção”, disse.
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Vantagens - Entre os pontos passados na adudiência do edital de licitação, um dos critérios é o menor valor a ser pago por passageiro. O edital estipula um valor máximo para a tarifa técnica (valor que o operador reterá por passageiro transportado) de R$ 1,81.
O economista consultor da Fipe Bruno Giovannetti explicou que 74% do investimento na implantação do metrô será público, e ¼ da obra demandará recursos da iniciativa privada.
O vencedor da licitação terá o repasse corrigido dos recursos públicos, 30 anos de receitas tarifárias, e ainda receitas acessórias como exploração de espaço publicitário no metrô e de estacionamentos de veículos. “A rentabilidade do metrô para o investidor é de uma taxa de 6,5% ao ano”, avaliou Giovannetti.
Recursos – O dinheiro público entrará em parcelas a partir da operação do metrô. O recurso da União será repassado em três partes anuais de R$ 333 milhões. Do Estado serão R$ 300 milhões também em três vezes e do Município parcelas de R$ 29 milhões por 15 anos a partir do quinto ano.
“Curitiba terá 14 quilômetros de metrô integrados ao sistema de transporte público, com tarifa única, custando para os cofres da Prefeitura os 14 quilômetros R$ 29 milhões em 15 vezes”, avaliou o presidente da Urbs, Marcos Isfer.
O recurso do metrô é um dinheiro carimbado. A Prefeitura abrirá uma conta na Caixa Econômica Federal para depositar os recursos da União e do Estado, que só poderá ser sacado pelo parceiro privado. O dinheiro do Município ficará num Fundo Garantidor. O dinheiro ficará rendendo até o pagamento das parcelas corrigidas.