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Sustentabilidade

Ippuc implanta vaga para estimular compartilhamento de carros

16/07/2015 14:43:00

O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) adotou uma iniciativa simples e inédita para reduzir as emissões de gases de efeito estufa decorrentes da utilização de veículos por profissionais do órgão: implantou em seu estacionamento uma vaga de carona solidária. Assim, quem vai de carro para o trabalho e leva um ou mais colegas de carona poderá, em contrapartida, estacionar no pátio do Ippuc, que não comporta os carros de todos os funcionários  A medida faz parte do Plano de Ação adotado pelo Instituto para compensar as emissões geradas durante o trabalho.

“É um gesto criativo que mostra o comprometimento do Ippuc com a questão ambiental. Para reduzir as emissões – e também para compensá-las – é preciso envolver as pessoas e modificar comportamentos”, afirma o presidente do Ippuc, Sérgio Póvoa Pires.

Os deslocamentos de automóvel dos servidores entre a casa e o trabalho correspondem a 47,69% do total de emissões de CO2 equivalente do Instituto. Por isso mesmo, a vaga solidária tem o propósito de reduzir o número de viagens. Para auxiliar no sistema de caronas, o grupo que coordena o projeto também elaborou um mapa que mostra onde moram os servidores e o modo de deslocamento ao trabalho que cada um utiliza – a pé, de bicicleta, de ônibus ou de carro.

O mapa será disponibilizado na intranet para que os servidores que vão de carro para o trabalho possam identificar quem mora perto de sua casa ou está em sua rota para o Instituto. “Também pretendemos criar um aplicativo para que as pessoas possam pedir ou oferecer carona aos colegas pelo celular. Se a adesão for grande, poderemos estabelecer uma segunda Vaga Solidária”, explicou a engenheira cartógrafa, Luana Sloboda.

Pegada de carbono

Junto com o Plano de Ação, também foi apresentada a terceira Pegada de Carbono do Ippuc, referente ao ano de 2014. “Nós já temos as medições de 2012, 2013 e 2014, o que nos permite estabelecer comparativos e avançar tanto nas análises quanto nas medidas mitigadoras”, avalia Felipe Maia Ehmke, engenheiro ambiental que participa do projeto.

A Pegada de Carbono é levantada por meio de três medições diferentes. O escopo 1 analisa o consumo de combustível da frota do Ippuc e as emissões resultantes do uso de condicionadores de ar, refrigeradores e extintores de incêndio. O escopo 2 mede o consumo de energia elétrica da instituição. Já o escopo 3 analisa as emissões geradas por viagens de negócios, eventos (com duração maior que 5 dias), consumo de água, deslocamento dos servidores e uso de bens de consumo: papel higiênico e papel toalha, sacos de lixo, copos plásticos, cartuchos de tinta, tonner de impressoras, botijões de gás, papel e garrafas plásticas.

Em 2012, quando ainda não havia campanha pela redução das emissões, a Pegada de Carbono do Ippuc correspondeu a 264,5 toneladas de CO2 equivalente. Em 2013, já foi observada uma pequena redução nas emissões com o resultado de 247,3 toneladas de CO2 equivalente. Na terceira medição, realizada em 2014, a emissões alcançaram 237 toneladas de CO2 equivalente, o que corresponde a uma redução global de pouco mais de 10% nas emissões.

Alguns resultados positivos chamam atenção. Em 2012, o consumo de energia elétrica do Instituto era suficiente para iluminar 115 casas (277.540 kWh). Dois anos depois, com a redução no consumo (265.903 kWh), a energia elétrica utilizada poderia abastecer 107 casas. As viagens de avião de servidores que, em 2012, chegaram a 88, foram reduzidas para 43 em 2014. Em relação aos deslocamentos de carro para o trabalho também houve uma redução no consumo de gasolina. Em 2012 foram gastos 47.260,31 litros do combustível, ao passo que em 2014 o consumo baixou para 42.938,10 litros de gasolina. “Alguns servidores passaram a fazer deslocamentos a pé ou de bicicleta”, destaca Felipe Ehmke.

Um bom exemplo de economia gerada a partir da medição de consumo diz respeito à água: atingiu 3.060 metros cúbicos em 2012; foi reduzido em um terço em 2013, baixando para 2.023 metros cúbicos; e alcançou nova redução em 2014, chegando a 1.306 metros cúbicos. Além do trabalho de conscientização, também foram identificados e corrigidos dois grandes vazamentos de água no Instituto.

Já a substituição dos modelos de impressoras reduziu em 90% o consumo de cartuchos de tinta: de 180, em 2012, para apenas 18, em 2014. Mesmo com o aumento do uso de tonners – de 87, em 2012, para 151, em 2014 –, a redução global de emissões foi compensadora. Outra medida positiva foi a eliminação das garrafas plásticas de 500 ml. Em 2012, foram adquiridas cerca de 2,5 mil garrafas. Em 2015, o Instituto passou a adquirir água mineral somente em galões.

 

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