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Prefeitura Municipal de Curitiba

Dia sem Carro

Ippuc fechou estacionamentos para incetivar uso de outros meios de transporte

22/09/2015 15:38:00

No Dia Mundial sem Carro, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) aderiu ao movimento fechando os estacionamentos para veículos. Dias antes, os servidores foram comunicados a respeito da decisão e incentivados a encontrar outras maneiras de se deslocar até o trabalho. Muitos foram de ônibus, outros se deslocaram a pé, um grupo decidiu ir de bicicleta e houve aqueles que optaram por pegar carona com amigos e familiares que têm as proximidades do Ippuc em seu trajeto diário.

A iniciativa foi da equipe que coordena o projeto Pegada de Carbono no Ippuc. “Ao fechar os estacionamentos, nossa intenção foi causar um impacto visual, mostrando a área do Ippuc sem carros. Acreditamos que isso ajuda a chamar a atenção para o movimento e faz as pessoas refletirem sobre alternativas de deslocamentos em seu dia a dia. O impacto foi imediato e muitos funcionários nos disseram que o ambiente ficou mais agradável”, disse a engenheira ambiental Karin Nohara Carstens Gomes, uma das coordenadoras do projeto Pegada de Carbono.

De acordo com o levantamento da Pegada de Carbono feito em 2014, a soma dos deslocamentos diários de todos os funcionários do Ippuc – seja a pé, de bicicleta, de ônibus ou de motocicleta – chegava a 3.811 quilômetros, distância suficiente para percorrer de Curitiba a Bariloche, na Argentina. A quantidade de combustível consumida para esses deslocamentos, considerando apenas os veículos individuais, equivale a 196 litros de gasolina e 60 litros de etanol num único dia.

Já para os usuários de ônibus, o consumo diário de diesel equivale a apenas 4 litros, por ser dividido com outras 60 ou 80 pessoas que tomam o mesmo coletivo. Desta forma, somando todos os deslocamentos que dependem de combustível, o consumo diário dos servidores do Ippuc corresponde à emissão de 500 kg de CO2 equivalente. Essa mais de meia tonelada de gás carbônico representa a maior parte da pegada de carbono do Instituto.

Uma das pessoas que veio de ônibus para o trabalho foi José Merege, Assessor da Presidência do Ippuc para Assuntos de Design. “Moro no Rebouças. Para chegar ao Ippuc, na divisa entre os bairros Cabral e Juvevê, foi muito tranquilo: foram 8 minutos de caminhada e 18 minutos na viagem de ônibus. É algo que posso repetir algumas vezes por semana”, conta.

Já a engenheira cartógrafa, Luana Sloboda, veio de bicicleta. Ela mora no bairro Mercês e levou 40 minutos para percorrer os quase cinco quilômetros que separam sua casa do Ippuc. Pretendo repetir a experiência. É uma delícia sentir o sol e o vento batendo no rosto. A gente vê os automóveis presos nos congestionamentos e segue adiante. É uma sensação de liberdade indescritível”, comemora Luana, que pretende aproveitar o clima agradável da primavera e do verão para repetir a experiência.

Quem também veio para o Ippuc de ônibus foi Sérgio Pires, que preside o Instituto. Foram 17 minutos dentro do coletivo, antes das 8 da manhã, entre os bairros Água Verde e Juvevê, e mais 5 minutos a pé. “É uma oportunidade de viver a cidade de outra maneira, de contemplar e prestar atenção aos detalhes. Chegamos para trabalhar com um espírito diferente, renovado. Além disso, fazemos a nossa parte nessa campanha mundial que tem o propósito de devolver o espaço das cidades às pessoas, de diminuir o stress e a poluição. Quanto mais gente participar em Curitiba, mais estaremos contribuindo para a humanização da cidade, que é nosso grande objetivo”, avalia Sérgio Pires.

 

 

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