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Prefeitura Municipal de Curitiba

Corrente pela vida

Educação, Saúde e FAS unidas no apoio a crianças e jovens

21/04/2017 09:40:00

“Verdade, realidade e insanidade” foi o tema da palestra que o obstetra José Jacyr Leal Júnior fez, na noite de quinta-feira (20/04), no Centro de Desenvolvimento Profissional da Secretaria Municipal da Educação. Destinado a profissionais das áreas da educação, ação social e saúde, o evento foi o primeiro de uma série de promoções da Prefeitura para debater com eles, até o final de 2017, temas que afetam diretamente a vida de crianças e adolescentes.

A iniciativa foi desencadeada pelas tentativas de suicídio registradas na cidade e que podem ter ligação com o jogo Baleia Azul, no qual os participantes aceitam o desafio de cumprir tarefas prejudiciais à sua convivência social e integridade física. “Estamos definindo um cronograma de atividades que envolvem temas como cyberbullying, internet e controle parental sobre o acesso dos filhos a jogos eletrônicos”, informou a secretária municipal da Educação, Maria Sílvia Bacila, que abriu o evento. Representantes das áreas da Saúde, Ação Social, Educação estadual e da rede particular de ensino, além do Conselho Municipal de Educação, também participaram do lançamento da ação.

Fortalecer a moçada

Para Leal, que há 14 anos criou o programa “Crer-Ser Fraterno”, o problema do suicídio e da delinquência entre jovens passa pela desmotivação e pelo sentimento de não pertencimento. “Devemos dar poder e afeto ao jovem e reconhecer – sem nunca negar - suas necessidades, inquietações e aspirações próprias da idade ou do projeto pessoal de vida de cada um. Quando ele não encontra espaço para isso, busca se afirmar realizando alguma coisa ao seu alcance, mesmo que seja algo ruim para ele”, alertou o médico.

Antes disso, pondera Leal, é necessário que o adulto encarregado de dar esse suporte a crianças e adolescentes esteja em condições de fazê-lo com maturidade e equilíbrio emocional. “Para ajudar alguém 'machucado”, ele não pode estar assim também. Não se pode dar a alguém o que não se tem. É preciso cuidar-se para, depois, cuidar e refletir sobre suas práticas – daí a importância de eventos como esse para provocar essa reflexão entre quem lida com esse público”, disse o médico.

O criador do projeto “Crer-Ser Fraterno” disse também que, apesar da comoção provocada pelas tentativas de suicídio supostamente desencadeadas pelo jogo, ele tem o mérito de funcionar como um sinalizador para o problema. “O suicídio infantil tem aumentado vertiginosamente e a automutilação sempre houve. A questão, agora, é formar uma rede para o seu enfrentamento a partir dos fatores que lhe servem de causa”, resumiu. Ter os ambientes familiar e escolar como referências de oferta de afeto, segurança e respeito funcionam como uma vacina eficaz para prevenir problemas de saúde física e mental entre os estudantes.

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