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Prefeitura Municipal de Curitiba

Cidadania

Cras recebe a população em situação de vulnerabilidade e garante direitos

13/02/2018 09:00:00

Considerado a porta de entrada à rede de proteção social, o Centro de Referência da Assistência Social (Cras) é uma unidade pública que presta atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade, ou seja, aquelas em processo de exclusão por fatores econômicos ou sociais. Ao acessar o Cras, o cidadão pode ser inserido em serviços, programas, projetos e benefícios, o que garante seus direitos e o exercício da cidadania.

Coordenado pela Fundação de Ação Social (FAS), o Cras é responsável pela organização e oferta de serviços da proteção social básica do Sistema Único de Assistência Social (Suas). O principal deles é o de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif) que tem como objetivo a prevenção das rupturas dos vínculos familiares e sociais, a promoção do acesso aos direitos e a contribuição para a melhoria da qualidade de vida.

A história de José César Furtado, 49 anos, e sua companheira, Regina Lídia Haiduke, 54, é apenas um dos exemplos de atuação do Paif, em Curitiba, que possui em sua rede 45 Cras. Todo mês, César coloca o violão nas costas, ajusta o repertório musical e de mãos dadas com Regina, sai de casa rumo ao Cras São Braz, na Regional Santa Felicidade. Ele é deficiente visual. Ela, deficiente física. Juntos, participam do Café com Risadas, atividade de acompanhamento coletivo realizada naquele equipamento com pessoas que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a pessoas com deficiência.

O Café com Risadas acontece uma vez ao mês e foi idealizado pela educadora social Gal Cabral, servidora na Prefeitura há 15 anos. O projeto inclui atividades lúdicas e põe todo mundo para dançar. Cada encontro reúne cerca de 20 pessoas, a maioria deficiente (intelectuais, auditivos, físicos e visuais), acompanhados de seus cuidadores. Nos atendimentos às famílias no Cras ou em visitas nas casas da comunidade, a educadora faz o convite para o público-alvo.

“Todo mundo é igual”

Durante os encontros, os participantes tiram dúvidas sobre os seus direitos e é neste momento que começa o trabalho social. “É na hora do café, ao redor da mesa, que eu identifico as necessidades e características de cada um. Família que é atendida aqui cria vínculos maiores com a unidade”, explica Gal.

Para Regina, o café é um momento de integração que traz felicidade para a pessoa com deficiência. “Não tem maior ou menor, todo mundo é igual e o cuidador também participa. A equipe se integra conosco, sai todo mundo dançando. É uma barato!”, diz.

“A ação é maravilhosa, tanto para o território do Cras, quanto para a equipe. Favorece a continuidade do nosso trabalho como equipamento para atender essas famílias, criar vínculos e isto é muito importante para a unidade. Essa é a nossa missão, fazer o que estiver ao alcance para melhorar a vida dessas pessoas”, diz a psicóloga Cintia Cristina das Chagas Lima, coordenadora do Cras São Braz.

Prontos para o diagnóstico

O Cras oferece serviços de assistência social, com o objetivo de fortalecer a convivência com a família e com a comunidade. Promove a organização e articulação das unidades da rede socioassistencial e de outras políticas, possibilitando assim o acesso dos cidadãos aos serviços, benefícios e projetos, se tornando uma referência para a população local.

Para identificar as necessidades dos cidadãos, o Cras possui profissionais preparados para fazer o diagnóstico. A equipe é formada por psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e educadores sociais. Durante os atendimentos prestados pelas equipes nos Cras e nas visitas domiciliares é que são identificadas as famílias que podem ser incluídas nos serviços. O Cras São Braz realiza aproximadamente 550 atendimentos ao mês.

Avaliação

 

Segundo a diretora de Proteção Social Básica da FAS, Alzenir Sizanoski Santos, para uma família estar em situação de vulnerabilidade social é considerado uma série de fatores, não apenas o recurso financeiro. Essa avaliação é feita pelos profissionais da área social, através de indicadores e métodos de classificação das prioridades. Um destes indicadores é o Índice de Vulnerabilidade da Família (IVF-PR).

Esse índice considera questões extraídas do Cadastro Único  e leva em consideração a composição da família, se possui idoso, criança e adolescente;  se existe algum pessoa com deficiência; se os pais ou responsáveis são analfabetos e se há criança fora da escola. Cada uma dessas situações garante uma pontuação. Também são consideradas informações sobre moradia, trabalho e renda. “Os pontos recebidos sinalizam o quanto a pessoa ou família se encontra vulnerável”, explica Alzenir.

A diretora considera essa avaliação fundamental e diz que requer pessoas especializadas, com olhar sensível e capaz de identificar e atender famílias  vulneráveis socialmente ou em risco. “A assistência chegou com outro olhar. Temos um guarda-chuva que é a família e a olhamos com suas necessidades e seus potenciais: a criança, o adolescente, o deficiente, o idoso. Os nossos atendimentos devem considerar esses dois fatores: demandas e potencialidades para que possamos realizar um trabalho que viabilize mudanças na qualidade de vida das famílias que atendemos.”

Na próxima reportagem da série conheça detalhadamente outros serviços ofertados às famílias e as ações do Cras. 

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