A comissão de análise da tarifa do transporte coletivo propôs, na reunião desta quinta-feira (16), a realização de auditagens periódicas no Sistema de Bilhetagem Eletrônica (SBE) com o objetivo de identificar e sanar eventuais vulnerabilidades que possam prejudicar o controle realizado pela Urbs.
O SBE é o sistema que gerencia e concentra os dados do transporte coletivo, como números de passageiros, quilometragem, operações do cartão transporte, cumprimentos de horários dos ônibus, velocidade, número efetivo de veículos em operação, rotas, controle de isenções, etc.
A proposta vai fazer parte do relatório final da comissão, previsto para ser entregue em junho, e que terá uma série de recomendações para redução de custos e melhoria do sistema de transporte. Na reunião desta quinta-feira (16) foi encerrada a etapa de avaliação dos itens que compõem a planilha de custos do transporte coletivo o que significa que, já a partir da próxima reunião, será iniciada a sistematização das contribuições que serão apresentadas no relatório final.
Desde o início dos trabalhos, em março, os integrantes da comissão verificaram item por item todos os componentes da metodologia de cálculo da tarifa. Este trabalho incluiu a verificação de como é calculado o custo por quilômetro que tem como parâmetros os valores de insumos, gastos com pessoal e investimentos.
Na reunião desta quinta-feira, os integrantes da comissão também conheceram como funciona o cadastro de pessoas com direito à isenção e como é feito o controle operacional do sistema, em encontro encerrado com uma visita ao Centro de Controle Operacional (CCO) da Urbs.
As isenções - previstas em leis municipais, estaduais e federais – representam 14,7% da tarifa. Quase 250 mil pessoas estão cadastradas na Urbs na condição de isentos, totalizando por mês em torno de 3,5 milhões de deslocamentos.
A comissão vem se reunindo praticamente todas as semanas, em um esforço concentrado diante da complexidade do trabalho de avaliação de um grande número de dados, números, planilhas, números, procedimentos e parâmetros que compõem a metodologia tarifária.
Da comissão, que tem a participação do Ministério Público como observador, fazem parte representantes da Câmara Municipal; Dieese; Instituto de Engenharia do Paraná; e secretarias municipais de Planejamento e de Trânsito, além da Urbs.
Também estão convidados a participar das reuniões representantes do Fórum Popular pela Mobilidade, que reúne 23 entidades; os sindicatos de motoristas e cobradores (Sindimoc) e empresas operadoras (Setransp), além da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedu) e Coordenação da Região Metropolitana (Comec).