A Comissão de Análise da Tarifa discutiu, na manhã desta quinta-feira (18), os dados sobre variação do movimento de passageiros no sistema de transporte - no período de 1996 a 2012 – com a integração metropolitana, e o detalhamento dos contratos de transporte com os três consórcios.
O encontro, no auditório da Urbs, reuniu representantes do sindicato de motoristas e cobradores (Sindimoc), do Dieese, do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), da Câmara Municipal de Curitiba, da Secretaria Municipal do Planejamento, da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran). Compareceram também representantes do sindicato das empresas do transporte coletivo (Setransp), Conselho Regional de Economia (Corecon) e Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR).
Passageiros
Em 1996, quando foi feita a integração, os passageiros pagantes eram 27,9 milhões/mês; o movimento de passageiros transportados, em dias úteis, era de 1,71 milhão, em 1.493 ônibus. Em 2002, os números eram respectivamente, de 25,4 milhões de passageiros pagantes/mês, e 2,05 milhões transportados/dias úteis, em 1.835 coletivos. Em 2012, foram 25,7 milhões pagantes por mês e 2,25 milhões transportados / dias úteis em 1.930 ônibus. Esses e outros dados foram passados para a comissão.
Durante a reunião, o diretor jurídico da Urbs, Rodrigo Grevetti, detalhou os contratos que regem os três consórcios existentes, a partir da licitação de transporte realizado em 2010. Cada consórcio reúne um número determinado de empresas (ao todo, são onze em Curitiba) que têm responsabilidades sociais próprias, enquanto a Urbs mantém relação não isoladamente com cada empresa, mas com o respectivo consórcio.
A comissão também se manifestou quanto à falta de atenção às políticas de mobilidade. O presidente da Urbs, Roberto Gregório da Silva Jr., disse que uma das prioridades do prefeito Gustavo Fruet é a reativação do Conselho Municipal de Transporte, para rever estratégias político-operacionais e da integração metropolitana.
Os integrantes da comissão receberam, ainda, informações sobre os direitos e deveres da Urbs, responsável pelo gerenciamento do sistema; e também dos direitos e deveres e obrigações das concessionárias. Discutiram, ainda, os índices constantes nos contratos, como os de cumprimentos de viagem, e de satisfação dos usuários quanto aos operadores.