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Prefeitura Municipal de Curitiba

Ação Social

Com apoio da Prefeitura, homem deixa as ruas e consegue emprego

07/12/2017 12:58:00 | Autor: Adriana Ribeiro

Depois de morar nas ruas de Curitiba por várias vezes nos últimos 11 anos, Roberto Jefferson Neves, 42 anos, está escrevendo uma nova história. Com o apoio de equipes da Fundação de Ação Social (FAS) e da Secretaria Municipal da Saúde, ele deixou a dependência química e abandonou as ruas. Nos últimos seis meses, ele mora na Casa de Acolhida Toca de Assis, que possui convênio com a FAS para acolhimento institucional, e é acompanhado por um Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

Em outubro, Neves participou também da oficina do Mobiliza, programa desenvolvido pela FAS para despertar em adolescentes e adultos o descobrimento de competências e habilidades para o trabalho. O programa é realizado nos 45 Centros de Referência da Assistência Social (Cras) existentes em Curitiba, que atendem pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social, e neste ano foi ofertado em três unidades que trabalham com a população que vive em situação de rua.  

Depois de receber informações sobre autoconhecimento, motivação, relacionamento interpessoal, aprender a fazer um currículo e se comportar em uma entrevista de emprego, Neves está trabalhando como segurança em uma lanchonete no centro da cidade.

“Eu não tenho muito estudo, mas tenho muito conhecimento e experiência. Agora quero me capacitar ainda mais para conseguir um emprego melhor”, diz ele, que durante nove anos trabalhou em uma empresa terceirizada da Petrobras, onde começou como assistente e chegou a supervisor.

“Agradeço as pessoas que trabalham no Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) do Boqueirão e as do Caps Portão por terem acreditado em mim”, conta. Neves diz que a vontade de mudar de vida também foi fundamental para sair das ruas.

Foi o Creas Boqueirão que fez o primeiro atendimento a Neves e o encaminhou para acolhimento na Boa Esperança, entidade que também era conveniada à FAS.  “Durante dois meses eu saia de lá todos os dias às 6 horas e ia a pé até o Caps, onde eu passava o dia. Enquanto isso eu esperava a vaga na Toca de Assis. Hoje vejo que valeu a pena a minha insistência”, lembra.

Mobiliza

Confiante, ele conta que pensou em cometer suicídio várias vezes e que hoje consegue olhar as pessoas sem abaixar a cabeça por sentir vergonha da aparência e do odor. “Estou retomando o contato com meu filho (11 anos) e ele tem sido um incentivo para mim”, afirmou.

A história de vida e superação de Neves fez parte esta semana da formação de facilitadores na metodologia do Mobiliza. Ele participou de uma atividade com o grupo que está sendo formado desde o último dia 30, no Liceu de Ofícios Campo Comprido, onde contou sobre as dificuldades de viver nas ruas e dos planos para o futuro. No grupo estão técnicos de várias unidades da FAS e quatro servidores do município de Campo Mourão, que pretendem implantar um projeto semelhante na cidade.

O coordenador de Promoção para o Mundo do Trabalho, Admaro Anderson Pinto, diz que a formação de novos facilitadores na metodologia do programa Mobiliza é mais um avanço promovido pela FAS na melhoria da oferta de serviços à população de Curitiba.

“O ponto alto é que são servidores capacitando servidores com um método que é aprovado pelos usuários, pela gestão e outras instâncias do poder público. Assim teremos mais pessoas para capacitar a população”, explica.

Desde o início do ano, o programa Mobiliza promoveu 352 oficinas que atenderam 769 pessoas, 46 delas, em situação de rua. Além da Toca de Assis, as oficinas para pessoas em situação de rua foram realizadas no Condomínio Social e Unidade de Acolhimento Institucional Rebouças.

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