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Prefeitura Municipal de Curitiba

Tatuquara

Cohab constrói casas para reassentar moradores de área de risco

19/05/2017 09:05:00
Rádio Prefeitura
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Sonora: José Lupion Neto

A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) começou a construção de 11 casas térreas de alvenaria para reassentar famílias que vivem em situação de risco na Vila Bela Vista da Ordem, no Tatuquara. O investimento nas obras será de R$ 648 mil, provenientes do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS). Parte deste valor será direcionado à construção de outras três casas nos bairros Fazendinha, Cajuru e Campo do Santana.

As 14 novas moradias integram projetos que já estavam em andamento e sofreram descontinuidade nos últimos anos. O reassentamento destas famílias é necessário para que a Cohab possa executar obras de infraestrutura previstas para as áreas. São aberturas e pavimentações de ruas, implantação de calçadas e rede de esgoto, que beneficiarão centenas de moradores, além daqueles contemplados com novas casas.

O prefeito Rafael Greca ressalta que a Cohab voltou a funcionar. “Estamos desatando os nós que afastavam as pessoas do seu direito à moradia digna”, diz ele. “Temos retomado obras importantes como fizemos no Moradias Maringá, no Cachoeira, entregado casas como aconteceu no Moradias Alamanda, no Cajuru, e iniciado novas obras, como estas casas para reassentar famílias do Tatuquara”, completa.

O prefeito também destacou a força-tarefa que foi iniciada neste mês e que ocorrerá ao longo de toda a gestão para beneficiar milhares de famílias com a posse de imóveis.

Esperança

O início da construção das casas trouxe de volta esperança para os moradores da área. O projeto de urbanização da Vila Bela Vista da Ordem teve início em 2012, mas foi paralisado pela antiga gestão, em novembro de 2013, devido à necessidade de aditivo contratual de serviços. Apenas 36% das obras de infraestrutura previstas foram realizadas.

Nesta gestão, por determinação de Greca, foram feitas adequações ao aditivo de contrato que foi encaminhado à avaliação da Caixa Econômica Federal para liberação de recursos necessários a retomadas das obras.

As famílias aguardavam com preocupação o retorno de investimentos na área. Temem que os trabalhos já iniciados sejam deteriorados pela ação do tempo, sofrendo com erosão, com a contaminação da base de pavimentos não concluídos ou ainda com entupimento de galerias de drenagem. Outra ameaça é a ocupação indevida de áreas já destinadas às vias públicas e à preservação ambiental.

“A construção das casas permitirá a transferência das famílias e com isso a liberação de áreas para implantação da infraestrutura necessária à aprovação do projeto e, consequentemente, a regularização da área”, explica o presidente da Cohab, José Lupion Neto. A medida, ressalta Lupion, beneficiará também famílias já reassentadas pela Cohab de vilas próximas, como Terra Santa e Beira Rio.

O vice-prefeito e secretário municipal de Obras Públicas, Eduardo Pimentel, atual presidente do FMHIS, destacou o fato de estas questões terem sido fundamentais para a destinação de recursos do fundo para a construção das moradias. “Somos um órgão auxiliar da política habitacional do município e nossos fundos, que são limitados, complementam os projetos habitacionais desenvolvidos para famílias de menor renda. Por isso devem ser muito bem aplicados para possibilitar melhorias às comunidades mais carentes”, diz Pimentel.

Solo criado

O FMHIS é gerenciado pela Secretaria Municipal de Obras Públicas e tem a Cohab como agente operador. Suas receitas são geradas no município, sendo que a principal fonte de arrecadação provem do pagamento feito por empresas construtoras interessadas em acrescentar área construída ou pavimentos em seus empreendimentos. A operação é chamada aplicação do mecanismo do solo criado.

Localizada no bairro Tatuquara, ao lado da Estrada Engenheiro Blei, a Vila Bela Vista da Ordem é uma ocupação irregular formada em 2004 em uma área de 250 mil metros quadrados. O projeto para urbanização da área prevê obras de infraestrutura como redes de água, esgoto, drenagem e arruamento e reassentamento de famílias.

Ansiosa por ver a execução das obras, a representante da Associação de Moradores do Bela Vista da Ordem, Aparecida de Fátima Gomes, tem acompanhado diariamente o progresso do empreendimento. “Finalmente as casinhas aqui da vila vão sair e as famílias vão ter um lugar digno para morar. Daí as ruas poderão voltar a ser abertas e todo mundo no bairro vai ganhar um lugar digno para morar”, diz Aparecida.

As outras três casas que serão executadas com recursos do FMHIS serão construídas nas vilas Nina (Fazendinha), Munique (Cajuru) e Rio Bonito (Campo de Santana).

 

 

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