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Prefeitura Municipal de Curitiba

Gestão urbana

Ciclo de palestras reúne universitários de várias cidades para conhecer e debater Curitiba

13/05/2016 15:33:00

Professores e alunos de 11 universidades participaram, nesta sexta-feira (13), do XI Ciclo de Palestras Curitiba, Experiência em Gestão Urbana, realizado no Salão de Atos do Parque Barigui. São cerca de 150 universitários – das áreas de arquitetura, geografia, ciências econômicas, turismo e administração – de instituições de Curitiba, Araucária, Londrina e Campo Mourão (PR), Florianópolis (SC), São Paulo (SP) e Passo Fundo (RS).

Realizado em parceria pela Urbs, Secretaria Municipal do Meio Ambiente e institutos de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuc) e Administração Pública (Imap), o ciclo de palestras atende a uma demanda do meio acadêmico por informações sobre a cidade, com foco no planejamento, organização, cuidado ambiental e transporte coletivo.

O ciclo de palestras é uma excelente oportunidade de estudo e debate, afirma a professora Ideni Antonello, do curso de Geografia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Esta é a terceira vez que ela traz alunos para participar. “É uma oportunidade para coletar uma série de dados e informações que depois serão ampliadas com o trabalho de campo e discussões em sala de aula”, afirma.

Depois de participar das palestras, o grupo de 20 alunos da UEL, que é acompanhado pela professora Leia Aparecida Veiga, se distribui pela cidade para conhecer na prática como funcionam as políticas apresentadas. Para a tarde de sexta-feira eles tinham agendadas entrevistas com outros técnicos e especialistas no assunto e na manhã de sábado vão conhecer o transporte coletivo.

“Nos dividimos em várias equipes e cada uma vai conhecer uma determinada linha de ônibus, entrevistar usuários, ver como funciona a integração”, conta Guilherme Prates, aluno de Geografia na UEL, que vai percorrer a cidade na linha do biarticulado Centenário/Campo Comprido. “É muito interessante, porque saímos daqui conhecendo a cidade pelas palestras e no seu dia a dia”, diz ele.

O colega Moacir Souza Palma Neto completa contando o resultado de tudo isso no retorno à Universidade. “Nós nos reunimos, comparamos informações, debatemos o que ouvimos aqui, dentro das diferentes percepções e comparamos com a realidade da nossa comunidade, do nosso entorno”, diz ele. “É feito todo um trabalho de campo em que se obtém as informações do ponto de vista do usuário, do cidadão que está no dia a dia da cidade”, afirma.

Mais Humana

O Ciclo de Palestras também fez parte da programação dos alunos do 3º ano do curso de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas/Escola de Administração do Estado de São Paulo (FGV/EAESP) que estão em Curitiba há uma semana para estudar a cidade. O grupo, sob supervisão de Cassiane Rocha, visitou várias secretarias municipais, conversou com gestores e técnicos, fez pesquisas de campo e foi recebido inclusive pelo prefeito Gustavo Fruet.

Pedro Paulo Plastino, que integra o grupo de alunos da FGV, afirma que um dos pontos que mais atraiu sua atenção foi a decisão da cidade de ter a questão social como foco das políticas públicas, adotando práticas para uma cidade mais humana, sem abrir mão de sua raiz de inovação e tecnologia. “É realmente interessante que Curitiba tenha se voltado para esta questão de cidade mais humana, incluindo o desenvolvimento econômico e social, o meio ambiente, no centro do planejamento, mantendo a inovação que está no seu DNA”, afirma, destacando por exemplo, como resultado dessa opção, a diminuição da desigualdade no município.

Pedro se refere, na verdade, à ampliação do conhecido tripé de planejamento urbano, formado pelo transporte coletivo, sistema viário e uso do solo. Hoje, neste tripé estão incluídos desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e gestão ambiental.

Larissa Joiozo, que faz parte da mesma equipe, afirma que não há comparar as realidades de Curitiba e São Paulo. “Mas é possível comparar a trajetória e perceber diferenças. São Paulo teve um desenvolvimento enorme, rápido e desordenado e hoje a Prefeitura precisa preencher as lacunas. “Curitiba conseguiu um nível de experiência que permite a organização da cidade. “A cidade funciona, é organizada, é muito verde, e é importante conhecermos tudo isso”, afirma.

A jovem Marina Hneda, do campus da Universidade Estadual do Paraná em Campo Mourão, também aproveitou o Ciclo de Palestras como ponto de partida para um trabalho de campo na disciplina de Planejamento Urbano, do curso de Geografia. Além das palestras, a programação de Marina e dos colegas é percorrer pontos diferentes da cidade e da Região Metropolitana.

Marina, por exemplo, já esteve em empresas de topografia e gestão ambiental em Curitiba e também em empresas de calcáreo em Colombo. “Coletamos um conjunto de informações, é realmente algo muito interessante”, diz ela.

Aluno da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Giovani Silveira também vai fazer pesquisas de campo a partir das palestras. Juntamente com o restante da turma de 20 alunos, ele quer conhecer na prática a realidade do transporte coletivo, a mobilidade urbana e as políticas de desenvolvimento social. Ana Paula Oliveira, que faz parte da mesma turma conta que, antes mesmo das palestras, a equipe visitou a Universidade Federal do Paraná (UFPR), reunindo-se com professores e universitários para debater questões de planejamento urbano e mobilidade.

O Ciclo de Palestras, diz ele, é um fator que propicia todo esse trabalho, na medida em que oferece uma série de informações que serão, depois, vistas em aulas e trabalho de campo.

Palestras

Realizado em duas edições por ano, geralmente em maio e outubro, o Ciclo de Palestras surgiu em 2010, a partir da iniciativa de técnicos da Urbs para ampliar a capacidade de atendimento a estudantes que procuram informações sobre o transporte. O interesse demonstrado pelos participantes, levou à ampliação do leque de informações com a adesão e apoio do Ippuc, Imap e Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

A participação é totalmente gratuita e, além das palestras, há espaços para questionamentos, perguntas e respostas. Nesta sexta-feira, as palestras ficaram a cargo da arquiteta Daniele Moraes, do Ippuc; da coordenadora de Relações Institucionais da Urbs, Silvia Ramos; e do engenheiro ambiental Carlos Guillen.

A programação inclui, na área de planejamento urbano, noções sobre a formação geográfica de Curitiba, composição da Região Metropolitana, histórico do planejamento da cidade, planos setoriais, ferramentas de gestão, revisão do Plano Diretor, equipamentos públicos, plano de gestão de calçadas e plano estratégico cicloviário.

Sobre o transporte coletivo, a palestra traz dados históricos, a evolução e funcionamento do sistema, eixos de transporte e a integração de Curitiba e 13 municípios da Região Metropolitana na Rede Integrada de Transporte (RIT) de Curitiba.

Na área de meio ambiente, são apresentas questões fundamentais relacionadas à sustentabilidade, a evolução histórica de Curitiba na área ambiental e o cuidado do município com a conservação dos recursos naturais, o que se traduz na preservação e ampliação de suas áreas verdes.

Nos últimos três anos, por exemplo, a cidade ganhou 8,9 milhões de metros quadrados de áreas de conservação, três vezes mais do que os 2,5 milhões de metros quadrados implantados nos 20 anos anteriores. As novas áreas estão distribuídas em sete unidade, entre parques e bosques, a maioria delas na região Sul da cidade.

 

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