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Cão Amigo

Cães são parceiros no combate às drogas

O Programa Cão Amigo, da Secretaria Municipal Antidrogas, conta com dez animais treinados.

O programa Cão Amigo desenvolvido pela Secretaria Antidrogas de Curitiba (SAM), utiliza cães adestrados, na prevenção ao uso de drogas. Foto: Divulgação


Shakira, uma cadela da raça labrador, é a integrante mais antiga do programa “Cão Amigo” desenvolvido pela Secretaria Antidrogas de Curitiba (SAM). Ela, juntamente com outros cães adestrados, ajuda na prevenção ao uso de drogas.

Os animais são treinados e, além de participar de operações especiais em estádios de futebol, festas rave e, mais recentemente, na instalação da UPS do Parolin, fazem um trabalho bastante especial com crianças e adolescentes de escolas municipais.

“Acompanhados por instrutores os cães amigos fazem demonstrações socioeducativas do trabalho feito para encontrar a presença de drogas nas operações”, explica o secretário Antidrogas de Curitiba, Hamilton Klein.

As apresentações nas escolas duram cerca de 50 minutos e iniciam sempre com uma palestra sobre como é feito o treinamento. Só, em seguida, entre em cena o cachorro. “As crianças interagem bastante e ficam atentas esperando o cachorro”, destaca o Guarda Municipal Antonio Carlos Moreira Flausino, um dos treinadores.

Ao todo são dez cães que participam do programa. “Seis estão na ativa e outros quatro em treinamento”, comenta. Segundo o treinador os cães são dóceis e as demonstrações podem ser realizadas para crianças de qualquer idade.

Adestramento - O adestramento é realizado no espaço do canil Borda do Campo, em São José dos Pinhais. “Lá eles fazem atividades todos os dias e têm espaço para correr e brincar”, destaca o treinador, que explica que o treinamento é feito por meio de brincadeiras e pode ser iniciado a partir dos dez meses.
 
Dentro de um cano de PVC, com vários furos, e enrolado em um tecido grosso é colocado panos com cheiro da droga. “Para nós é cheiro, mas para os cães é brinquedo”, destaca. “Em momento algum os cães têm contato com a droga”, garante Flausino. “Eles são ensinados a arranhar o local”, ressalta. O treinador revela que a recompensa durante o treinamento sempre é um brinquedo, nunca um petisco.

Esconderijos - São diversos os espaços utilizados para esconder as drogas. Os mais comuns, de acordo com Flausino, são fundos falsos no interior de veículos, sofás e gavetas, mas há lugares inusitados. “Em uma das operações um dos cães encontrou cerca de14kg de crack enterrados dentro de um canil de um pitt bull”, pontua.

Rapidez – O custo benefício na utilização dos cães em operações policiais para a localização de entorpecentes é grande e importante. “Eles são peças importantes nas equipes. Enquanto é necessária a participação de vários policiais para revistar uma casa, abrir gavetas, armários, o cão revista toda a casa em muito menor tempo”, observa o secretário Antidrogas de Curitiba, Hamilton Klein.