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Prefeitura Municipal de Curitiba

Casas sustentáveis

Arquiteto venezuelano apresenta projeto de casas sustentáveis

01/07/2011 11:53:00
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O arquiteto venezuelano Fruto Vivas, presidente da empresa Árvores para Viver, pioneira na construção de casas sustentáveis, visitou nesta semana a Agência Curitiba de Desenvolvimento S/A. Viva, que veio ao Brasil em busca de parceiros, apresentou sua empresa e os projetos de algumas das 8 mil casas construídas ao redor do mundo com o uso de tecnologia que preserva o meio ambiente.

Vivas foi recebido pelo diretor-presidente da Agência Curitiba, Gilberto Camargo e pelo diretor administrativo e financeiro, Manoel Barcelos. “Trata-se de um sistema construtivo que preserva o meio ambiente e mantém o escoamento. Curitiba comporta esse tipo de solução por estar à frente com projetos inovadores para um desenvolvimento sustentável”, declarou Gilberto Camargo.

O arquiteto disse que Curitiba é uma cidade de soluções urbanas sustentáveis, por isso veio à cidade apresentar a proposta de sua empresa para construção de casas populares sustentáveis. “Quero transferir a técnica que se sustenta em três pilares: inovação, tecnologia e sustentabilidade”, afirmou.

Fruto Vivas, 83 anos, mora em uma casa na Venezuela construída de bagaço de cana-de-açúcar em 12 dias, por apenas duas pessoas. “O processo de construção tem uma filosofia básica: são estruturas de máxima leveza, construídas com máxima rapidez e sem nenhum excesso de material”, explicou Vivas.

Conceito - O conceito de Árvores para Viver são casas sem muitos ‘pés’, bases e fundação. São casas como árvores, com um pé só e suspensa. Os edifícios são construídos no conceito da horizontalidade. “Essa proposta que trazemos a Curitiba é para que tenhamos um lugar próprio para esse conceito: um sistema construtivo de inovação e tecnologia criado há mais de 2,5 mil anos pelos índios”, disse Vivas.

O arquiteto contou que desenvolveu e adaptou o conceito indígena à contemporaneidade há mais de 50 anos na Venezuela. O conceito é baseado na física a partir das experiências com componentes ultraligeiros – de rápida montagem com uma peça só.

“Podemos construir tanto casas populares quanto de alto padrão; depende dos elementos agregados e tipo de acabamento”, afirma Fruto Vivas. "As forças interagem no centro da construção e se neutralizam. Precisam do mínimo de apoio, utilizam pouco o solo e o edifício, não tem fundação".

Algumas casas no Caribe, por exemplo, o arquiteto construiu em duas semanas, com bagaço de cana-de-açúcar no teto e suspensas. Na Venezuela, criou uma escola de manejo popular para ensinar a comunidade como construir suas próprias vivendas. “O trabalho do povo é montar e o trabalho da indústria é produzir”, contou Vivas.

Trajetória - Vivas nasceu em Tachira, Venezuela, em 1928. Em 1954, ganhou o prêmio pelo projeto ao lado do engenheiro Eduardo Torroja, um ano antes de se formar arquiteto pela Universidade Central da Venezuela em Caracas. Em 1968, foi diretor do departamento de técnicas construtivas de Havana, Cuba. No início da década de 70, deu início ao projeto “Árvores para Viver”. Em 1991, ganhou o Prêmio Nacional de Arquitetura em Caracas, pela primeira vez, por toda a obra.

O arquiteto visitou a Agência Curitiba acompanhado de Armando Vivas, presidente da empresa de arquitetura e projetos Árvores para Viver, Vladimir Vivas, diretor técnico da empresa venezuelana, Márcio Evandro Barbosa, representante da Árvores para Viverno Paraná, Cleuton Rodrigues Carrijo e Carlos Alberto da Costa, sócios da construtora Sustentábil - parceira da empresa.

 

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