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Prefeitura Municipal de Curitiba
Cultura

Cultura para todos

A cultura sempre teve um papel de destaque no desenvolvimento de Curitiba. Ela foi um dos primeiros setores a dar visibilidade nacional à cidade, na década de 1970, com ações e iniciativas ousadas, que já naquela época conferiram à capital do Paraná a marca da inovação também nessa área.

Em 2003, Curitiba recebeu o título de Capital Americana da Cultura, chancelado pela Organização dos Estados Americanos (OEA). Foi resultado de uma transformação iniciada mais de 30 anos antes.

Essa transformação começou em 1971, com a inauguração do Teatro do Paiol - um desativado paiol de munição do Exército -, com um show de Toquinbo, Vinícius e Trio Mocotó. Por sua arena passaram artistas locais de várias tendências, peças de teatro experimental, uma Rita Lee iniciando carreira solo e até debates com o sindicalista Lula.

Em janeiro de 1973 nascia, oficialmente, a Fundação Cultural de Curitiba, com o fim de promover a cultura e atuar como agente facilitador para a produção cultural da cidade.

Suas atividades são marcantes não só nas áreas mais visíveis da cidade. As nove administrações regionais dos 75 bairros curitibanos promoveram, em 2004, perto de mil eventos. O público ultrapassou 230 mil crianças, adultos e idosos.

A Fundação Cultural de Curitiba dispõe hoje de uma ampla infra-estrutura, formada por um corpo funcional especializado, 150 espaços culturais em 50 prédios distribuídos por toda a cidade, estruturas diversificadas e equipadas conforme normas e padrões técnicos. A prioridade é a descentralização da cultura. Para isso ela se faz presente em todos os bairros com centros culturais, bibliotecas, museus, cinemas, teatros, salas de exposições, ateliês, todos equipados para atender aos artistas e à comunidade.

A Fundação é também responsável pela preservação, conservação e pesquisa do acervo cultural de Curitiba. Sua sede é um edificio tombado pelo Património Histórico Estadual, o Palacete Wolf, de 1877, no Largo da Ordem, em pleno Setor Histórico de Curitiba. No pátio da Fundação está o Teatro do Piá, inaugurado em 1973. É o primeiro espaço publico do pais para teatro infantil de bonecos.

O Setor Histórico é outra inovação da política cultural da cidade. Nos anos 1970, quando ainda se falava da preservação de prédios de forma individual, Curitiba criou, por lei, a preservação de todo um setor histórico, uma novidade que depois passou a ser utilizada em todo o Brasil.

ESPAÇOS

Os espaços culturais de Curitiba são uma atração em si. O Parque das Pedreiras, por exemplo, que abriga a Pedreira Paulo Leminski e o teatro Ópera de Arame, já virou ponto turístico. A Pedreira Paulo Leminski é um local para grandes eventos, com capacidade para 30 mil pessoas, e já teve em seu palco nomes como o tenor espanhol José Canetas, estrelas da MPB, Paul Mc Cartney e "dinossauros" do rock pesado.

A Ópera de Arame foi construída no tempo recorde de 75 dias para abrigar a primeira edição do Festival de Teatro de Curitiba, em 1992. Sua construção, em estrutura metálica que lembra o arame, já virou um marco arquitetônico na cidade e no País.

Pedreira e Ópera se integram num conceito urbanístico inovador. Eram lugares feios, pedreiras desativadas, feridas produzidas pelo homem na natureza. Foram corrigidas e transformadas em lugares de beleza única.

O Teatro Guaíra, mantido pelo Governo do Estado, é um dos maiores da América Latina e agenda obrigatória para grandes estréias nacionais. O Museu Oscar Niemeyer - também do Estado - é um dos projetos mais impressionantes do genial arquiteto.

Já no Setor Histórico, o Memorial de Curitiba é um local novo, moderno, fruto de um projeto inspirado no pinheiro paranaense.

O Espaço Cultural Frans Krajcberg fica no Jardim Botânico, um dos parques mais famosos de Curitiba. Abriga 114 esculturas de grande porte e três relevos entalhados em cascas de árvores, que estão em processo de doação ao município. É o primeiro local do mundo projetado especialmente para abrigar obras do artista polonês naturalizado brasileiro.

A Fundação Cultural de Curitiba é o maior agente cultural da cidade. Por seus espaços passou em 2004 um público total de 1.735.564 pessoas, somando-se os visitantes aos espaços e exposições - mais as que participaram dos 1.240 eventos realizados. Os cursos regulares mantidos pela Fundação Cultural, como tecelagem, encadernação e mangá, entre outros, formaram em 2004 mais de 1,5 mil alunos.

O Complexo Cultural Solar do Barão, no centro, abriga o Museu da Fotografia, o Museu da Gravura, o Museu do Cartaz e a Gibiteca, além de salas de exposições, auditório e ateliês de cursos. A Gibiteca, inaugurada em 1982, é pioneira no País e desenvolve exposições, concursos de histórias em quadrinhos, cartuns e caricaturas, feiras e oficinas de criação. Tem mais de 10 mil filiados e um acervo de 45 mil exemplares.

O Museu do Cartaz, criado em 1981, tem uma coleção de 10 mil cartazes de temas variados, com trabalhos do Brasil e de países como Polônia, Japão, Itália e Argentina, entre outros.

O Museu da Gravura, também no Solar, abriga exposições do acervo e de artistas convidados, além de proporcionar cursos de gravura em metal, serigrafia, litografia e xilogravura. Seu acervo vai do paranaense Poty Lazzarotto a Picasso e Andy Warhol.

O Centro de Criatividade de Curitiba, no bairro São Lourenço, foi criado utilizando-se a estrutura original de uma antiga fábrica de cola, composta por cinco pavilhões, com cerca de 2,5 mil metros quadrados. Funciona como um verdadeiro laboratório de criação, com ateliês permanentes de artesanato, artes plásticas e musica, abertos à comunidade. Ali funcionam ainda o Teatro Cleon Jacques - espaço alternativo para apresentações de vanguarda -, a Biblioteca Augusto Stresser e a Casa Erbo Stenzel, com mostra permanente de esboços dos trabalhos do escultor que marcou a paisagem curitibana.

No bairro Portão, o MuMA - Museu Metropolitano de Arte exibe acervo permanente de artistas paranaenses e de Pancetti, Guignard, Di Cavalcanti, Djanira, Portinari, Mário Cravo, Burle Marx e a catalã Isabel Pons. Uma escultura de Tente Ohtake se destaca no pátio do museu. Lá também estão o Teatro Antonio Carlos Kraide, o Cine Guarani, a Biblioteca e o Clube de Xadrez.

Além do Cine Guarani, a Fundação possui dois cinemas no centro, o Cine Luz e a Cinemateca, que oferecem programações de filmes de arte a preços populares. No domingo, há o projeto Cinema a 1 Real, com filmes mais populares e ingresso barato (R$ 1) para possibilitar que pessoas de baixa renda vão ao cinema. Além disso, a cidade conta com o projeto Cinema nos Bairros, criado para facilitar à população o acesso a produções de vídeo e cinema, com exibições gratuitas nos bairros. O projeto tem exibições semanais em escolas, Ruas da Cidadania, salões paroquiais ou de associações de moradores e espaços de outras instituições parceiras no projeto. Há demonstrações, para as crianças, de como funcionam os projetores e uma pequena análise de cada filme, para despertar o interesse pela arte do cinema. A programação também inclui filmes de cineastas paranaenses, para valorizar a produção cultural do Estado.

Na área de música, Curitiba conta com um Conservatório de Música Popular Brasileira, que mantém grupos estáveis como as orquestras À Base de Sopro e À Base de Corda, além dos vocais Brasileirão e Brasileirinho. A cidade tem também a Camerata Antiqua de Curitiba, a mais importante do País na área de música antiga. A Fundação Cultural de Curitiba promove, desde 1982, a maior Oficina de Música da América Latina, com duração de 20 dias e com uma média de 2 mil alunos e público de 21 mil pessoas presentes em mais de 100 concertos.

Curitiba também valoriza seus parques com atividades culturais que homenageiam suas etnias. O Parque Tingiu abriga o Memorial Ucraniano, com um portal e uma réplica da antiga capela de São Miguel, da Serra do Tigre, município de Mallet (PR), com sua cúpula dourada, construída em madeira, em estilo bizantino, onde há uma exposição permanente de pêssankas (ovos pintados à mão), ícones e bordados.

O Memorial da Imigração Polonesa, mais conhecido como "Bosque do Papa", oferece ao visitante, além da área verde que propicia um belo passeio, o contato com as tradições dos imigrantes poloneses - sua arte, suas crenças, seus hábitos. Durante o ano, são realizados eventos pela Fundação Cultural de Curitiba em parceria com a comunidade polonesa. A primeira das casas tradicionais polonesas que enfeitam o bosque foi abençoada pelo Papa João Paulo II quando ele esteve na cidade, em 1980.

E assim a cultura se estende por Curitiba, em espaços que foram incorporados pela população e preservados não apenas como locais para os eventos, mas transformados eles próprios em acervo cultural da cidade.

Endereço
Av. Cândido de Abreu, 817 - Centro Cívico
CEP: 80.530-908 • Fone: (41) 3350-8484