Álbum de fotografias

Praça Santos Andrade em 1913. À esquerda, a obra de construção da sede da Universidade do Paraná. A imagem revela que o local era um espaço aberto, com um caminho no centro, sem apresentar pavimentação nem tratamento paisagístico. Ao fundo, murado, o terreno onde mais tarde será edificado o Teatro Guaíra.
Postal da Praça Santos Andrade no início da década de 1920.  O espaço apresenta as intervenções de 1917, com paisagismo à francesa, apresentando jardins e passeios simetricamente organizados. Ao fundo, o prédio da Universidade do Paraná, com a imponente cúpula, demolida na década de 1950.
Inauguração da herma do padre Ildefonso na Praça Santos Andrade, em setembro de 1922. Evento integrante das comemorações do Centenário da Independência do Brasil. Ao fundo, a antiga sede do Colégio Santa Maria.
Outra vista da inauguração da herma do padre Ildefonso na Praça Santos Andrade, em setembro de 1922. Evento integrante das comemorações do Centenário da Independência do Brasil. Ao fundo, Universidade do Paraná.
Desfile escolar em homenagem ao recém-empossado Presidente do Paraná, Affonso Camargo, em fevereiro de 1928.
Praça Santos Andrade, na ocasião da neve ocorrida no inverno de 1928.
Vista aérea da Praça Santos Andrade, na metade da década de 1930. Envolta por uma consolidada malha urbana, a praça apresenta o paisagismo à francesa implantado em 1917 e complementado em 1922. Em primeiro plano, os edifícios da Universidade do Paraná e da Agencia de Correios e Telégrafos (Correio Velho).
Desfile escolar dos alunos do Colégio Santa Maria, passando pela Praça Santos Andrade, em 1939.
Praça Santos Andrade na década de 1940. Vista aérea que permite a visualização do paisagismo implantado em 1922.
Praça Santos Andrade em 2015. Ao fundo, o Teatro Guaíra.

Praça Santos Andrade

A Praça Santos Andrade já foi chamada de Largo Lobo de Moura (1879), Largo Duque de Caxias (1878) e de Largo Thereza Christina (1890) e, em 1901, ganha sua atual denominação. Este espaço até a década de 1910 não havia recebido muita atenção da administração municipal. Era local de passagem para o Passeio Público e a Praça do Mercado (atual Generoso Marques), recebia eventualmente companhias circenses, servia como depósito de lixo e também marcava o "final" da cidade. Bem perto dali passava o Rio Belém, deixando uma área alagadiça ao longo de suas margens, a qual impedia a expansão territorial daquela parte da cidade. Segundo Ruy Wachowicz, depois da Santos Andrade "começavam os brejos e grotas que terminavam no rio Belém."

A situação modifica-se ao longo da década de 1910, com a escolha do local para sediar a Universidade do Paraná – cuja construção ocorre entre 1913 e 1914 – e as obras de retificação do Rio Belém, empreendidas na gestão do engenheiro Candido Ferreira de Abreu (1912-1916). Em 1917, ocorrem outras intervenções: delimitação e nivelamento da área, colocação de meio-fio, construção de bueiros, delimitação dos passeios e dos jardins e macadamização das vias circundantes.

Mas, é para sediar a grande festa comemorativa do Centenário da Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1922, que a Praça Santos Andrade recebe os melhoramentos mais significativos. Na parte central, é construído um repuxo circular com três bicos de água "capazes de projetá-la a dez metros de altura", contornado por jardins organizados simetricamente, à moda francesa. Postes com iluminação e bancos são colocados no local.

Paulatinamente, o casario térreo que predominava no local abre espaço para edificações mais novas, algumas delas consideradas de referência para o nosso patrimônio edificado. Além da sede histórica da atual Universidade do Paraná, a Praça Santos Andrade abriga a primeira sede própria da Agência dos Correios e Telégrafos (hoje conhecida como "Correio Velho"), o Teatro Guaíra (inaugurado em 1974 e tombado pelo Patrimônio Estadual em 2003), o Edifício Marumbi (um dos primeiros arranha-céus da cidade, concluído em 1951) e a sede da antiga Delegacia Regional do IAPAS, hoje ocupada pelo Ministério da Previdência Social (um exemplar significativo da arquitetura modernista da cidade, de 1965).

A paisagem da Praça Santos Andrade foi tombada pelo Patrimônio Estadual em 1974, juntamente com a Rua XV de Novembro e a Praça Osório.

Edifício Marumbi Edifício Marumbi

Edifício da Previdência Social Edifício da Previdência Social

Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná

Correio Velho, edifício integrante da paisagem urbana da Rua XV  de Novembro, tombada pelo Patrimônio Estadual em 1974. Correio Velho, edifício integrante da paisagem urbana da Rua XV de Novembro, tombada pelo Patrimônio Estadual em 1974.

Teatro Guaíra, edifício tombado pelo Patrimônio Estadual em 2003. Teatro Guaíra, edifício tombado pelo Patrimônio Estadual em 2003.

Para saber mais...

Boletim Casa Romário Martins. Centro Histórico: espaços do passado e do presente. Curitiba: Fundação Cultual de Curitiba, v. 30, n. 130, mar. 2006.

Boletim Casa Romário Martins. O acervo Arthur Wischral: documentos de um olhar. Curitiba: Fundação Cultual de Curitiba, v. 31, n. 134, abr. 2007.

Boletim Casa Romário Martins. Praças de Curitiba: espaços verdes na paisagem urbana. Curitiba: Fundação Cultual de Curitiba, v. 30, n. 131, set. 2006.

Boletim Casa Romário Martins. Synval Stochero: Curitiba na mira do fotógrafo. Curitiba: Fundação Cultual de Curitiba, v. 34, n. 144, set. 2010.

CuritibaCity.com. Praça Santos Andrade. Disponível em: CuritibaCity.

Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Praças. Centro. Disponível em: Secretaria Municipa do Meio Ambiente.

WACHOWICZ, Ruy. Universidade do Mate – História da UFPR. 2ª edição. Curitiba: Editora UFPR, 2006.

XAVIER, Alberto. Arquitetura Modernista em Curitiba. São Paulo: Pini; Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1985.